Incêndios florestais, 18 agosto 2017
 
2017-08-18 às 15:16

PRIMEIRO-MINISTRO DECLARA REFORÇO DA MOBILIZAÇÃO DE TODOS OS MEIOS DISPONÍVEIS NA VIGILÂNCIA DA FLORESTA

O Primeiro-Ministro António Costa reuniu-se com os membros do Governo mais diretamente implicados, chefes militares e das forças de segurança e o comandante das operações de socorro para preparar a resposta «ao risco acrescido de incêndio que vai incidir particularmente nos concelhos das zonas Centro e Norte interior do País, e que se irá agravar progressivamente entre o dia de hoje e a próxima segunda-feira», segundo afirmou, numa declaração no final da reunião, em Lisboa.

O Primeiro-Ministro acrescentou: «Em face desta situação, eu e a senhora Ministra da Administração Interna assinámos um despacho declarando preventivamente a situação de calamidade entre as 14 horas de hoje e as 24 horas da próxima segunda-feira, dia 21».

«Na sequência desta declaração de calamidade, que incidirá sobre cerca de 155 concelhos do País, quero - em primeiro lugar - fazer um apelo a um alerta para todos nós evitarmos o mais possível comportamentos de risco», disse António Costa.

O Primeiro-Ministro sublinhou que, «com esta declaração, são imediatamente ativados todos os planos de emergência de âmbito distrital e municipal dos concelhos abrangidos».

«Esta declaração contém ainda uma proibição absoluta de utilização de fogo-de-artifício ou de qualquer outro elemento pirotécnico habitualmente utilizado nas festas populares que têm lugar nesta época do ano», referiu.

Reforço de meios nas Forças Armadas e GNR

«Com esta declaração, vamos proceder a um reforço da mobilização de todos os meios disponíveis, particularmente nas patrulhas de dissuasão e vigilância na floresta», afirmou ainda.

«Nesse sentido, as Forças Armadas aumentarão - de 40 para 140 - as equipas de vigilância e estarão acionados dois meios aéreos de vigilância que, particularmente no período noturno, poderão detetar momentos de calor, tendo em conta que 40% dos incêndios têm surgido neste período».

«A presença destes meios aéreos facilitará a deteção precoce de incêndio e movimentações suspeitas no meio florestal, permitindo à GNR uma atuação mais pronta na prevenção da criminalidade associada a este tipo de incêndios», disse o Primeiro-Ministro.

António Costa referiu que «também a GNR aumentará o número de equipas de vigilância e de dissuasão, empenhando mais 150 equipas ao longo dos próximos três dias».

«Para que as Forças Armadas e a GNR tenham este reforço, contarão com a colaboração da PSP, que disponibilizará condutores para os veículos, e também do Ministério da Agricultura, que disponibilizará meios de transporte adequados ao terreno», acrescentou.

Estas medidas são tomadas face à previsão do agravamento, nos próximos dias, em particular no fim-de-semana, do risco de incêndio muito elevado e máximo, com especial incidência nos distritos do interior das regiões do Centro e Norte e alguns concelhos do distrito de Beja e sotavento algarvio.

Dispensa de trabalho para os bombeiros voluntários

«O senhor presidente da Liga Portuguesa de Bombeiros participou nesta reunião e quero aqui expressar publicamente, mais uma vez, a nossa gratidão pelo esforço extraordinário que os bombeiros voluntários têm desempenhado, desempenham, e continuarão a desempenhar como uma grande coluna vertebral do sistema de proteção civil em Portugal», afirmou o Primeiro-Ministro.

António Costa referiu que «são cerca de 10 mil compatriotas nossos que têm estado empenhado rotativamente nestas missões. A Liga vai fazer um apelo para que todas as corporações de bombeiros voluntários reforcem as equipas de combate aos incêndios florestais nos próximos três dias».

«Para apoiar este esforço acrescido, a declaração de calamidade recorrerá a uma figura prevista na lei que lhes permite determinar a dispensa de trabalho, não só no período de empenhamento no dispositivo, como nos subsequentes», anunciou o Primeiro-Ministro.

António Costa afirmou que «todos os bombeiros voluntários que trabalhem para entidades, públicas ou privadas, terão direito a dois dias de descanso por cada dia de combate aos incêndios nestes dias, bastando, para o efeito, a sua confirmação por parte do comandante da respetiva corporação».

Na reunião estiveram presentes os Ministros da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Capoulas Santos, os Secretários de Estado Adjunta do Primeiro-Ministro, Mariana Vieira da Silva, da Defesa Nacional, Marcos Perestrello, e da Administração Interna, Jorge Gomes.

Estiveram ainda presentes o Chefe Estado-Maior-General das Forças Armadas em exercício, os Chefes dos Estados-Maiores da Marinha e do Exército, o segundo comandante da GNR, o diretor nacional da PSP e o comandante nacional das operações de socorro.

 

Foto: Primeiro-Ministro preside à reunião para reforço dos meios de prevenção dos incêndios florestais, Lisboa, 18 agosto 2017

Declaração do Primeiro-Ministro sobre a situação preventiva de calamidade pública Tags: primeiro-ministro, incêndios, floresta, Forças Armadas, forças de segurança, proteção civil, bombeiros

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