2016-06-03 às 10:32

PORTUGAL DEVE POSICIONAR-SE COMO UMA PLATAFORMA DE DIÁLOGO INTERNACIONAL NA GOVERNAÇÃO DOS OCEANOS

«Portugal tem e assume as suas responsabilidades na governação dos oceanos», afirmou a Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, acrescentando que o Governo quer «promover o País como uma plataforma de diálogo internacional» nesta matéria.

Estas declarações foram feitas no Encontro Internacional dos Oceanos, presidido pelo Primeiro-Ministro, António Costa, e que reúne – dias 3 e 4 de junho – especialistas de todo o mundo sobre esta matéria em Lisboa.

«A economia azul tem margem de crescimento no setor portuário, do transporte marítimo e do turismo, mas precisa de maximizar a produtividade e sustentabilidade das suas atividades tradicionais», referiu ainda a Ministra.

Temas escolhidos

«Economia do mar, ciência e inovação no oceano e cultura e literacia dos oceanos foram os temas escolhidos para debater este ano», afirmou ainda Ana Paula Vitorino.

Exemplificando como estas áreas podem ser desenvolvidas, a Ministra referiu que, «nas atividades emergentes da economia azul, Portugal aposta na biotecnologia e na mineração dos fundos marinhos».

«É neste contexto que o conhecimento científico é inultrapassável, pois há ainda uma grande incerteza sobre o que existe no oceano, sendo reduzido o saber sobre os efeitos das diferentes interações em simultâneo», acrescentou Ana Paula Vitorino.

Novas tecnologias

A Ministra referiu também que «as novas tecnologias poderão criar uma nova fileira de negócio» na exploração do potencial que a economia azul encerra, sendo «o menos impactante e intrusivo possível no ambiente marinho».

«Assim, poderão surgir novas empresas ou reconversão de existentes no setor da construção naval, que poderão diversificar o seu negócio na construção de equipamentos subaquáticos de exploração e prospeção ou de produção energética», acrescentou.

Ana Paula Vitorino sublinhou ainda a importância de «utilizar os recursos marinhos sem prejudicar os ecossistemas, recorrendo à tecnologia e conhecimento para criar ferramentas eficazes para tal».

Principais desafios

Em primeiro lugar, a Ministra referiu a economia: «Seja no desenvolvimento das atividades económicas tradicionais, seja na aposta na aceleração empresarial das atividades emergentes, como as energias renováveis e as biotecnologias, ou ainda no reforço da nossa centralidade euro-atlântica, do ponto de vista portuário e logístico».

Em segundo lugar, Ana Paula Vitorino sublinhou que o Governo «também assumiu o desafio da soberania»: «Seja em matérias de fiscalização, segurança, proteção, preservação, planeamento ou literacia oceânica».

Em terceiro lugar, a Ministra realçou que a importância do conhecimento: «É este o garante da exploração económica sustentável dos recursos oceânicos, maximizando a probabilidade de retorno efetivo para as populações».

Tags: mar, economia, ciência, inovação, tecnologia, sustentabilidade