Secretário de Estado Adjunto e das Finanças
 
2017-04-20 às 18:21

AGÊNCIAS ESTÃO «A COMPREENDER CADA VEZ MAIS» A CREDIBILIDADE E AVANÇOS DA ECONOMIA PORTUGUESA

O Secretário de Estado Adjunto e das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, afirmou que as agências estão «a compreender cada vez mais» a credibilidade e avanços da economia portuguesa, durante uma entrevista à televisão norte-americana CNBC, em Washington.

Nos Estados Unidos, numa viagem para o encontro do Fundo Monetário Internacional, Ricardo Mourinho Félix referiu que «as três agências de notação financeira vão ter cada vez mais dificuldades em explicar como e por que mantiveram o rating [lixo] por um tempo prolongado no tempo, quando Portugal em 2017 é muito diferente de em 2014».

O Secretário de Estado disse que a estabilidade política e a consolidação orçamental já não são problemas e acrescentou que a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos vem fazer com que os problemas apontados aos bancos e aos créditos não performativos fiquem «quase resolvidos».

O rating de uma agência de notação financeira é referente ao grau de risco dos títulos de dívida.

Reembolso antecipado ao FMI

O Secretário de Estado afirmou também que o Governo está «já a discutir com o Mecanismo Europeu de Estabilidade uma nova autorização para antecipar pagamentos ao Fundo Monetário Internacional para reduzir o custo médio» da dívida de Portugal.

«Estamos muito focados e comprometidos em pagar a dívida e em fazer com que o rácio da dívida desça o mais rapidamente possível, mas é claro que é preciso que isto seja feito num cenário de sustentabilidade», acrescentou, destacando a importância da manutenção dos excedentes primários no médio prazo.

No Programa de Estabilidade entregue à Assembleia da República, o Governo prevê que a dívida pública desça para 127,9% em 2017, para 124,2% em 2018, para 120% em 2019, para 117,6% em 2020 e para 109,4% em 2021.

Tags: economia, finanças, dívida

INTERVENÇÕES

DOCUMENTOS

COMUNICADOS

CONTACTOS

Entrar em contacto