O Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho anunciou um conjunto de
medidas para o Orçamento do Estado para 2013 centradas no combate
ao desemprego, «que atingiu dimensões que não podemos tolerar» e
que é «a principal ameaça à nossa recuperação», numa declaração ao
País.
Entre estas medidas incluem-se o aumento das contribuições de
todos os trabalhadores para a segurança social de 11% para 18%,
enquanto a contribuição das empresas desce de 25%para 18%. Os
funcionários públicos voltarão a receber um dos subsídios suspensos
em 2012, que será pago incluído nos salários dos 12 meses. Os
reformados e pensionistas continuarão com os subsídios suspensos.
Estas decisões, referiu, «já foram objeto de acordo» com a
troika.
O Primeiro-Ministro pediu aos portugueses para «não acreditarem
nas pequenas soluções, nas soluções indolores» e prosseguirem o
caminho para «reganharmos a nossa autonomia», uma vez que «a
emergência ainda não terminou», mas que «já conseguimos reduzir
substancialmente alguns dos riscos e perigos que nos ameaçavam» e
restaurámos a nossa credibilidade internacional.