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2019-02-20 às 18h39

Um partido que queira ser alternativa tem de mostrar soluções

Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Mariana Vieira da Silva, no encerramento do debate da moção de censura do CDS/PP ao Governo Assembleia da República, 20 fevereiro 2019 (foto: Miguel A. Lopes/Lusa)
«Em democracia, o que se espera de um partido que queira ser alternativa é simples: que mostre as suas soluções, que defenda as suas políticas, que apresente as suas contas», afirmou a Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Mariana Vieira da Silva, no encerramento do debate da moção de censura ao Governo apresentada pelo CDS/PP, que foi rejeitada pela Assembleia da República.

A Ministra acrescentou que «para quem passou os primeiros dois anos deste governo a agitar o fantasma do despesismo e do descontrolo é o mínimo que se exige». 

Mariana Vieira da Silva afirmou que «aquilo que há três anos diziam ser uma irresponsabilidade está aquém daquilo que parecem agora defender ser a forma certa de governar, sem preocupações com a despesa ou com o controlo das contas públicas», acusando agora o Governo «de não responder positivamente a todas as pretensões salariais e de progressão nas carreiras».

«O dia de hoje não fica marcado por uma moção de censura, fica marcado por uma assunção de incapacidades», disse ainda, apontando a «incapacidade para derrubar uma maioria que diziam frágil, mas que se mostrou forte e estável», a «incapacidade para afirmar uma alternativa para o País», e a «incapacidade para pensar uma estratégia de médio e longo prazo» para responder aos problemas dos portugueses. 

A Ministra afirmou que o Governo aplicou as políticas que tinha prometido, que tinha «estudado, avaliado e calendarizado», acrescentando que «os resultados estão à vista».

Destes, destacou que «180 mil pessoas libertaram-se do risco de pobreza nos últimos três anos, e o rendimento médio líquido dos trabalhadores por conta de outrem está a crescer 6,8% desde 2015» e também que «o sucesso escolar aumentou 2 pontos percentuais no conjunto do ensino básico e secundário, enquanto o abandono precoce baixou para os 11,7%, aproximando-se da meta dos 10% em 2020».