Saltar para conteúdo

Notícias

2019-03-31 às 16h08

Secretária de Estado da Defesa Nacional agradece empenho de militares portugueses em Moçambique

Secretária de Estado da Defesa Nacional, Ana Santos Pinto, cumprimenta militares da força de reação rápida chegados de Moçambique, Lisboa 31 março 2019
A Secretária de Estado da Defesa Nacional, Ana Santos Pinto, esteve no aeroporto militar de Lisboa para receber os 41 militares portugueses que chegaram de uma missão de apoio a Moçambique, após a passagem do ciclone Idai.

Na sua intervenção, Ana Santos Pinto agradeceu aos militares o seu empenho e a «extraordinária prontidão de resposta», acrescentando que «é com enorme orgulho que, em representação do Estado português, dou as boas vindas, a cada um de vós, neste momento em que regressam da missão que cumpriram em Moçambique».

«Em menos de 12 horas, sem aviso prévio, estavam a descolar para Moçambique para uma exigente missão de ajuda humanitária. Mostraram, de forma clara, que podemos, sempre, contar com as Forças Armadas portuguesas. Com a vossa dedicação, com a vossa abnegação e sentido de dever», disse ainda.

Ana Santos Pinto agradeceu também às famílias que «na retaguarda garantem o apoio e a estrutura necessária para que possam estar disponíveis para cumprir as missões que vos são confiadas».

A Secretária de Estado manifestou igualmente o seu «reconhecimento pela importância e exigência da missão» que os militares realizaram e «pela ajuda valiosa que deram num momento tão difícil para o povo de Moçambique».

Uma missão «simbólica e marcante»

Durante uma semana, a Força de Reação Imediata, transportada pela Força Aérea e composta por fuzileiros da Marinha e militares do Exército, desempenhou, em Moçambique, missões de reconhecimento, busca e salvamento, apoio médico e sanitário, apoio à vacinação, distribuição alimentar e de medicamentos, apoio à purificação da água e apoio ao consulado português. 

Na Beira permanecerá por mais alguns dias uma equipa de 6 militares de comunicações, de engenharia e de apoio de serviços, para assegurarem a capacidade de comunicações satélite no consulado português e efetuarem purificação de água junto às populações.

Ana Santos Pinto destacou o facto de estar ser uma «missão conjunta dos três Ramos das Forças Armadas portuguesas», pelo que é também «particularmente simbólica e marcante, porque demonstra a prontidão, a formação e a capacidade operacional das Forças Armadas portuguesas».

«Sabemos que estão preparados para responder e cumprir, em conjunto, as missões que vos são confiadas. E isso deixa os portugueses orgulhosos das suas Forças Armadas», disse ainda.

A Secretária de Estado agradeceu também ao Comandante da Força de Reação Imediata envolvida na missão, coronel José Sobreira, pelo seu desempenho e afirmou que a «determinação e espírito de missão» de todos os militares envolvidos «fez a diferença no cumprimento da missão de ajuda humanitária».

«Como devem ter testemunhado pessoalmente, a força militar, por si só, não será a mais adequada para recuperar as povoações afetadas. No entanto, as capacidades únicas das Forças Armadas fizeram a diferença na resposta imediata para aliviar o sofrimento do povo Moçambicano, e para apoiar a Comunidade portuguesa residente naquele país», disse ainda.