Ministro do Ambiente reitera valorização como prioridade na gestão de resíduos - XXI Governo - República Portuguesa

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2018-06-22 às 16h11

Ministro do Ambiente reitera valorização como prioridade na gestão de resíduos

Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, na sessão pública de apresentação do Programa Nacional de Investimentos 2030, na área do Ambiente e Energia, Lisboa, 22 junho 2018 (Foto: Nuno Fox/Lusa)
O Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, afirmou que a valorização é a primeira prioridade na estratégia da gestão de resíduos, depois da sessão pública de apresentação do Programa Nacional de Investimentos 2030, nas áreas de Ambiente e Energia, que decorreu em Lisboa.
 
Matos Fernandes referiu que a reciclagem pode ser o recurso mais evidente na política de «reduzir, reciclar e reutilizar» mas tem menos futuro. «O que é verdadeiramente mesmo importante é reutilizar», acrescentou o Ministro, reforçando a relevância de uma utilização mais inteligente e continuada de matérias-primas.
 
O Ministro disse que «a intensidade de uso de materiais reduziu-se» nos últimos dois anos, «o que é um bom sinal» mas é preciso continuar a apostar na reutilização, realçando que foram aprovados 82 projetos, avaliados em 167 milhões de euros, para a área dos resíduos.
 
As metas fixadas apontam para 60% do lixo a ser encaminhado para preparação para reutilização e reciclagem e para 70% de reciclagem de resíduos de embalagem, em 2030, assim como uma deposição em aterro inferior a 10% em 2035.
 
O Ministro referiu também que a estagnação da taxa de reciclagem de 2016 para 2017 «causa uma grande preocupação: «Sabemos que estamos a cerca de 10% das metas que temos de atingir e, portanto, aumentar em 6% as metas de reciclagem é muito».
 
Lisboa como Capital Europeia Verde 2020
 
Matos Fernandes elogiou o trabalho realizado por Lisboa que levou à escolha da cidade portuguesa como Capital Europeia Verde 2020.
 
O Ministro afirmou que «há um trabalho excecional que está a ser feito por Lisboa ao longo dos anos» e que a cidade serve de exemplo «de práticas ambientais», além de já ser reconhecida por razões patrimoniais, da sua história e da sua localização.
 
O prémio de Capital Europeia Verde é atribuído anualmente com o objetivo de reconhecer os esforços das cidades com um plano para se tornarem amigas do ambiente e que envolvam a sua população na sustentabilidade ambiental, social e económica.