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2019-05-15 às 13h44

Grande aumento do investimento fez economia acelerar

Primeiro-Ministro António Costa com Rui Nabeiro na apresentação da estratégia de sustentabilidade do grupo Delta Cafés, Lisboa, 15 maio 2019 (Foto: Paulo Vaz Henriques)
O Primeiro-Ministro António Costa afirmou que o grande aumento do investimento no primeiro trimestre de 2019 foi o fator que fez a economia portuguesa acelerar, «voltando a crescer acima da média da zona euro e acima da média da União Europeia».

António Costa, que discursava na apresentação da estratégia global de sustentabilidade do Grupo Nabeiro Delta Cafés, em Lisboa, referia-se às estimativas rápidas divulgadas pelo INE, que mostram que o Produto Interno Bruto aumentou 1,8% no primeiro trimestre do ano em termos homólogos, acima dos 1,7% do trimestre anterior.

A economia da zona euro cresceu 1,2% e a da União Europeia 1,5% no primeiro trimestre em termos homólogos, ao mesmo ritmo do trimestre anterior, segundo as estimativas do Eurostat.

O Primeiro-Ministro disse que «o que permite a economia portuguesa acelerar é o investimento que as empresas estão a fazer», acrescentando que a «condição essencial para que as empresas possam continuar a investir é continuar a ter confiança no presente e boas perspetivas de confiança no futuro», e «há muito boas razões para ter confiança».

Empresas devem olhar para o futuro do planeta

António Costa afirmou que «é muito importante que uma empresa olhe para o seu futuro», apontando o «compromisso da Delta com a sustentabilidade ambiental» – a Delta Q apresentou a primeira cápsula de café inteiramente biodegradável, concebida à base de milho, cana de açúcar e mandioca, desenvolvido pelo grupo –, sublinhou a necessidade vital de «cuidar do futuro da Terra (...) hoje».

«Mesmo para os mais otimistas, à cautela, convém pensarmos que muito provavelmente não há outro planeta onde possamos viver» e, «portanto, mais vale prevenir e conservar este antes de nos arriscarmos a perdê-lo». «Mais vale um planeta na mão do que nove a voar», disse.

O Primeiro-Ministro referiu igualmente a parceria entre a Delta e uma jovem empresa inovadora de produção de cogumelos através de transformação de borras de café, no centro de Lisboa, acrescentando que as startups não são só apps (aplicações).

António Costa referiu também o compromisso do grupo de café de Campo Maior com a sustentabilidade social, uma vez que «foi a primeira empresa portuguesa a ser certificada com base no programa de conciliação familiar, profissional e pessoal».

Apontou ainda o compromisso da Delta com o desenvolvimento, lembrando que após a independência de Timor o grupo foi o primeiro a ir comprar café àquele mercado, e a intenção de apoiar até 500 produtores de café dos Açores nos próximos 15 anos.

«Com esta parceria nós vamos passar a poder beber aqui café dos Açores», disse, acrescentado que este «vai ser seguramente um grande compromisso para a sustentabilidade» da região, a única da Europa na qual se produz café.

Na sessão, o Primeiro-Ministro foi acompanhado pelo Ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira.