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Notícias

2019-05-15 às 11h42

Economia cresce há 22 trimestres consecutivos

No primeiro trimestre de 2019 o crescimento do Produto Interno Bruto crescimento foi de 1,8% em termos homólogos (1,7% no trimestre anterior) e 0,5% em cadeia (0,4% no trimestre anterior), segundo estimativas divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística, sendo este o 22.º trimestre consecutivo de crescimento, refere a área das Finanças em comunicado.

O crescimento do PIB continua a ser pautado por crescimento do emprego e redução do desemprego, tendo sido criados mais 73,5 mil empregos por comparação com o primeiro trimestre de 2018, enquanto o número de desempregados diminuiu em cerca de 56,5 mil em igual período, correspondente a uma redução da taxa de desemprego de 1,1 pontos percentuais.

O crescimento do PIB da área do euro e da União Europeia no primeiro trimestre de 2019 manteve-se estável em 1,2% e 1,5%, respetivamente, o que significa que Portugal mantém a trajetória de convergência com a Europa, trajetória que perdura já há mais de dois anos.

Aumento do investimento

A aceleração do crescimento do PIB reflete um aumento mais pronunciado da procura interna e, particularmente, do investimento, que mais do que compensou a diminuição do contributo para o crescimento proveniente do comércio internacional.

A aceleração do investimento no primeiro trimestre é o principal destaque da aceleração da economia. Este maior crescimento reflete-se no aumento das importações, onde se destaca o crescimento expressivo da importação de bens de investimento, como é o caso de máquinas e outros bens de capital, material de transporte e produtos transformados destinados à indústria.

O abrandamento das exportações resulta, sobretudo, do aumento da incerteza geopolítica e das tensões comerciais globais, que tem impactado em especial as maiores economias da Europa, que são os maiores parceiros comerciais de Portugal.

A economia Portuguesa tem hoje bases sólidas para continuar a crescer e a convergir com a Europa no futuro, mesmo num contexto de maiores dificuldades decorrentes da deterioração do ambiente económico externo.

O crescimento expressivo do investimento ao longo dos últimos anos, a estabilização do setor financeiro, o reequilíbrio das contas externas e os progressos alcançados na consolidação estrutural das contas públicas constituem pilares sólidos para o crescimento económico nos próximos anos.

Áreas:
Finanças