Economia cresceu 2,3% no segundo trimestre - XXI Governo - República Portuguesa

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2018-08-14 às 12h14

Economia cresceu 2,3% no segundo trimestre

Taxas de crescimento médio anual do Produto Interno Bruto 2013-2015 e 2016-2018
A economia cresceu 2,3% no segundo trimestre de 2018, segundo estimativa do Instituto Nacional de Estatística. Trata-se do oitavo crescimento trimestral homólogo consecutivo acima de 2%, sendo preciso recuar aos anos de 1999 e 2000 para encontrar uma situação igual, refere o Gabinete do Ministro da Economia em nota 

O crescimento da economia (do Produto Interno Bruto) em 2,3% é superior ao do primeiro trimestre de 2018 (2,1%) e fica em linha com o crescimento anual de 2,2% previsto no Orçamento de Estado para 2018.

Este crescimento está alicerçado no aumento da procura interna – que manteve uma dinâmica de crescimento, apoiada no investimento e no consumo privado – mas também no da procura externa.

As exportações de mercadorias cresceram 10,5% no 2.º trimestre, um ritmo mais elevado que o das importações. A indústria automóvel aumentou as suas exportações em 38%, o que representa mais 940 milhões de euros do que o mesmo período do ano anterior. A indústria aeronáutica registou um crescimento de 18%. As exportações de serviços cresceram 7,7%. O setor do turismo cresceu 14%, o que representa mais 650 milhões de euros que o mesmo período do ano anterior. Os serviços de transporte cresceram 8,5% e os serviços de telecomunicações e informática cresceram 14%. 

A aceleração do crescimento permitiu as melhorias verificadas no mercado de trabalho, com a taxa de desemprego do segundo trimestre de 2018 a descer para 6,7% da população ativa, o que corresponde ao valor mais baixo dos últimos 14 anos e se materializa em mais 115 mil pessoas empregadas que na mesma altura do ano anterior e num aumento dos salários em todas as categorias de rendimento.

Este crescimento ocorre num contexto de equilíbrio das contas externas e de gestão orçamental responsável. Esta mudança estrutural, apoiada por condições de financiamento mais estáveis, é o melhor garante de resiliência face a eventuais flutuações externas bem como da provisão sustentável de serviços públicos, não apenas no presente mas também no futuro, refere o Gabinete do Ministro das Finanças em nota