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2018-03-27 às 17h06

Défice de 0,9% é «muito positivo» mas dívida «tem de continuar a baixar»

Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, no American Club, Lisboa, 27 março 2018 (Foto: Miguel A. Lopes/Lusa)
«Um défice abaixo de 1% é superar muito os objetivos a que nos tínhamos proposto e 0,9% é um número muito positivo», afirmou o Ministro da Economia no final de um almoço/conferência do American Club, em Lisboa.

Manuel Caldeira Cabral disse também que «o endividamento português tem de continuar a baixar», acrescentando que «é esse o programa do Governo» - entre 2015 e 2017 o rácio da dívida decresceu de 129,9 para 125,7% do Produto Interno Bruto, segundo dados do INE.

O Instituto Nacional de Estatística apurou que o défice orçamental de 2017 ficou nos 0,9% do PIB descontando a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, que não deveria ser considerada como défice, conforme afirmou o Ministro das Finanças na apresentação dos resultados de 2017.

O Ministro disse que «estes resultados mostram que os investidores internacionais que confiaram em Portugal e que as agências que reviram o rating de Portugal estavam corretas».

Portugal está no bom caminho em termos consolidação das contas públicas e no bom caminho também em relação ao seu endividamento», disse ainda, acrescentando que «estas metas têm sido importantes para conseguir baixar as taxas de juro, para melhorar o financiamento à economia e às empresas».

Estabilidade fiscal

Manuel Caldeira Cabral disse também que «os últimos três orçamentos demonstram (…) estabilidade fiscal, ao contrário de anos anteriores, em que houve aumentos muitos elevados de impostos».

A taxa sobre o excesso de contratos a prazo nas empresas não terá impacto significativo na fiscalidade, tendo o Ministro afirmando que «as pessoas que pensam que a competitividade se baseia em baixos salários e precariedade estão erradas».

Quando do aumento do salário mínimo nacional, «houve muitos a dizer que o aumento do salário mínimo iria pôr em causa a competitividade das exportações e a comprometer os objetivos de emprego», mas o resultado foi o contrário, recordou.

Áreas:
Economia