Cimeira Luso-Marroquina reforça relações políticas, económicas e de segurança - XXI Governo - República Portuguesa

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2017-12-04 às 10h00

Cimeira Luso-Marroquina reforça relações políticas, económicas e de segurança

O Primeiro-Ministro António Costa chefia a delegação portuguesa à 13.ª Cimeira Luso-Marroquina, que se realiza em Rabate nos dias 4 e 5 de dezembro. A cimeira discutirá sobretudo assuntos económicos e de segurança.

A delegação portuguesa é ainda integrada pelos Ministros da Economia, Manuel Caldeira Cabral, e do Mar, Ana Paula Vitorino, e pelos Secretários de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Teresa Ribeiro, Adjunta e da Modernização Administrativa, Graça Fonseca, e da Energia, Jorge Seguro Sanches.

Acompanham a delegação os presidentes da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Luís Castro Henriques, do instituto Camões, Luís Faro Ramos, e da Agência para a Modernização Administrativa, Pedro Silva Dias.

O primeiro ato do Primeiro-Ministro, no dia 4, é a deposição de uma coroa de flores nos túmulos dos Reis Mohammed V e Hassan, II (avô e pai do atual monarca, Mohammed VI).

Segue-se a reunião privada dos Primeiros-Ministros António Costa e Saadeddine El Othmani, ao mesmo tempo que as reuniões setoriais das delegações, havendo, no final uma declaração.

O Primeiro-Ministro desloca-se seguidamente ao Parlamento, onde é recebido Presidente da Câmara dos Representantes, Habib El Malki, e pelo Presidente da Câmara dos Conselheiros, Abdelhakim Benchemas.

No dia 5, António Costa reúne-se com empresários portugueses e participa na abertura do fórum empresarial.

Segue-se a reunião plenária das duas delegações, a assinatura de acordos e a declaração final conjunta. 

Finalmente, o Primeiro-Ministro tem um almoço de trabalho com empresários.

Importância constante da relação com Marrocos

Em termos políticos, esta 13.º cimeira traduz a importância constante e estratégica que as relações com Marrocos têm para Portugal, quer devido à muito antiga relação histórica, quer devido à proximidade da vizinhança, e à longa amizade.

Quer para Portugal, quer para Marrocos, o reforço da segurança na região e a consequente prevenção e combate ao terrorismo são temas centrais.

Portugal pretende aumentar o intercâmbio cultural e universitário, a recuperação do do património histórico (sendo um dos principais projetos a recuperação e dinamização da antiga cidade portuguesa de Mazagão, atual El-Jadida), e a promoção da língua portuguesa.

Portugal vai também apresentar os seus progressos na área da modernização administrativa, através dos programas Simplex e Simplex+.

Interligação energética e trocas comerciais

No campo da energia, os governos português e marroquino estão a concluir os estudos para iniciar a construção de um cabo de interligação elétrica entre os dois países, que terá uma extensão de 220 quilómetros, durante o primeiro semestre de 2018.

Este projeto está avaliado entre 500 e 700 milhões de euros, tendo como modelo técnico e financeiro o esquema de operação usado na ligação edificada entre a Holanda e o Reino Unido.

O cabo de interligação elétrica, que deverá ligar a zona de Tavira à zona de Tânger, permitirá a Portugal e a Marrocos venderem e comprarem energia um ao outro.

Portugal e Marrocos têm uma crescente relação económica – Marrocos foi o décimo comprador de produtos portugueses em 2016, havendo mais de 1300 empresas a exportar para o mercado marroquino.

O Governo entende que o comércio e o investimento entre os dois países tem fortes potencialidades de expansão, sobretudo por serem países vizinhos e amigos. Marrocos registou, no ano passado, um crescimento económico de cerca de 4%.