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O Primeiro-Ministro afirmou que Portugal não só é um país «comprometido com o Acordo de Paris» sobre alterações climáticas como está na primeira linha do combate ao aquecimento global, que o afecta diretamente, devido à subida do nível do mar, no seu discurso na conferência do clima (COP22), em Marraquexe, Marrocos.
«Continuaremos totalmente empenhados no sucesso das negociações internacionais sobre alterações climáticas e comprometidos com a ambição política do Acordo de Paris», declarou o Primeiro-Ministro.
António Costa afirmou a necessidade de aplicar os objetivos do Acordo de Paris assinado no ano passado por 196 países, acrescentando que «quanto mais rapidamente se iniciarem os esforços internacionais de descarbonização das economias, mais recursos serão poupados nas necessidades de adaptação às alterações climáticas».
«Esta é a opção económica racional, numa perspetiva de médio e longo prazo. No curto prazo, Paris representa, também, uma oportunidade para o desenvolvimento e transformação da economia e para a criação de empregos, produtos e serviços, através das novas oportunidades de mercado ligadas às tecnologias de baixo carbono», sublinhou.
Portugal é exemplo
António Costa disse também que Portugal será um dos países da União Europeia mais afetado pelos efeitos das alterações climáticas e que «sem significativos esforços de mitigação a nível global, para limitar o aquecimento global, irá sofrer sérios prejuízos ao nível do seu território e da sua economia».
«Queremos, assim, dar o exemplo e estamos já a preparar o processo de revisão do nosso Roteiro de Baixo Carbono para 2050 com o objetivo de sermos neutros em emissões de gases com efeito de estufa até ao final da primeira metade do século», referiu.
No curto prazo, Portugal está a adotar políticas de descarbonização do setor dos transportes e assume «uma ambiciosa agenda no domínio das energias renováveis com vista a cumprir as metas estabelecidas no quadro da Estratégia Europa 2020 e da diretiva das energias renováveis».
«Não tendo recursos fósseis, a aplicação ao sector elétrico dessa ambiciosa - e bem-sucedida - agenda de promoção das energias renováveis permite-nos dar grandes exemplos internacionais, como o facto recente de ter assegurado quatro dias de consumo totalmente renovável», disse.
Presentemente, Portugal já realizou «mais de 87% da meta definida para 2020 após terem sido instalados cerca de 12 300 megawatts de tecnologias renováveis, que representam 61% da potência de todo o parque produtor de eletricidade», sublinhou o Primeiro-Ministro.
António Costa afirmou que «para aumentar o impacto desta aposta nas renováveis em Portugal, importa assegurar outra questão que é o reforço das interligações energéticas entre Portugal e Espanha e entre a Península Ibérica e o resto da Europa».
E «também entre a Europa e outros países como, por exemplo, Marrocos, com o qual estamos a trabalhar». António Costa reuniu-se com o Chefe do Governo marroquino, Abdelilah Benkirane, com quem discutiu estes assuntos.
«Só por esta via é possível potenciar a aposta nas energias renováveis sem subsídios ou tarifas garantidas», concluiu o Primeiro-Ministro.
Foto: Primeiro-Ministro António Costa e Ministro do Ambiente, Matos Fernandes, na Conferência sobre o clima, Marraquexe, 15 novembro 2016
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