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A escolha de Cabo Verde como destino da primeira visita oficial do Primeiro-Ministro representa «um sinal da grande prioridade que a lusofonia tem na nossa política externa», afirmou António Costa à chegada à Cidade da Praia, para uma estada de dois dias. Acompanharam o Primeiro-Ministro os Ministros dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e da Cultura, João Soares.
António Costa acrescentou que quer assim «homenagear a comunidade cabo-verdiana que vive em Portugal», demonstrando ainda «a excelência das relações entre os dois países».
O Primeiro-Ministro referiu também que, nesta visita, «será aberto o processo de elaboração de um novo plano de cooperação» entre Portugal e Cabo Verde: «Vamos, nesta viagem, abrir o processo de elaboração do novo Plano Estratégico de Cooperação. E quisemos fazê-lo ainda durante o Governo do Primeiro-Ministro José Maria Neves a quem, ao fim de três mandatos, reconhecemos os diversos gestos de grande amizade que teve para com Portugal».
«Ao lançarmos este novo ciclo de cooperação, quisemos fazê-lo ainda com um Governo de um velho amigo a quem aproveitamos também para agradecer tudo aquilo que fez pela amizade entre os nossos dois países, pelo fortalecimento da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, e pela parceria estratégica entre a União Europeia e Cabo Verde», acrescentou.
O Primeiro-Ministro José Maria Neves afirmou que esta «é uma visita importantíssima para Cabo Verde. É uma visita também simbólica, porque é a primeira realizada pelo Primeiro-Ministro de Portugal a um país estrangeiro».
Entre os principais temas que os dois Primeiros-Ministros discutiram estão as energias renováveis, o ensino superior e a economia do mar, área na qual José Maria Neves afirmou que «Portugal está muito avançado e nós podemos trabalhar em conjunto para, nos próximos anos, dar um salto grande nesta cooperação».
Além de vários encontros institucionais, esta visita inclui uma homenagem aos presos políticos que foram enviados para o Tarrafal e a inauguração de um museu naquele que foi um dos principais símbolos de repressão do regime ditatorial que vigorou no País desde 1933 até 1974.
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