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«O verdadeiro grande desafio que a Europa hoje enfrenta não é o das crises que tem de enfrentar, seja no quadro do euro, seja no quadro da gestão da fronteira externa, mas o de conseguir encontrar as soluções necessárias no âmbito de um processo democrático supranacional que envolva os cidadãos e responda aos seus anseios», afirmou o Primeiro-Ministro, António Costa, na cerimónia que assinalou os 30 anos de adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.
Na cerimónia estiveram presentes o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, o Presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, e o ex-presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, bem como o Presidente da Assembleia da República, membros do Governo, ex-membros do Governo, deputados, e o Comissário Europeu Carlos Moedas.
Sublinhando que «as ameaças ao modelo e projeto europeus recomendam mais, e não menos, Europa», o Primeiro-Ministro acrescentou: «A uma ameaça na fronteira externa não se responde fechando as nossas fronteiras internas à livre circulação, responde-se com mais união na vigilância da fronteira que hoje nos é comum. Aos efeitos assimétricos da moeda única não se responde com o regresso às moedas nacionais, mas com um novo impulso à convergência e o reforço da coesão».
Sobre o papel de Portugal na União Europeia, António Costa afirmou que o País terá de ser «um agente ativo das políticas europeias, e não um simples beneficiário passivo dessas políticas». «Num projeto desta dimensão - que tem na coesão solidária o seu cimento unificador -, todos estão dependentes de todos, como a crise na zona euro, o enorme afluxo de refugiados ou a ameaça do terrorismo bem demonstram, pelo que devemos mostrar-nos ativos na promoção da solidariedade e da coesão como valores essenciais do projeto europeu, por igual partilhado pelo conjunto dos Estados-membros, iguais entre si», referiu também.
O Primeiro-Ministro afirmou ainda que «ser pró-europeu não é renunciar à busca de alternativas, nem aceitar um pensamento único, nem ceder à inevitabilidade do que foi decido pelas instituições em Bruxelas. A Europa não é um espaço da não política e do funcionalismo tecnocrático», pois a Europa «não pode continuar de urgência em emergência, deixando de responder aos efetivos anseios dos seus cidadãos, de mais segurança e maior liberdade, mais crescimento com melhor emprego».
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