Intervenção do Ministro da Defesa Nacional no Dia do Instituto de Ação Social das Forças Armadas - XXI Governo - República Portuguesa

Intervenções

2018-06-21 às 18h27

Intervenção do Ministro da Defesa Nacional no Dia do Instituto de Ação Social das Forças Armadas

De Real Asylo de Inválidos Militares a Instituto de Ação Social das Forças Armadas: 226 anos a servir a família militar e, sobretudo, os que no seu seio são os mais vulneráveis. É este testemunho de Serviço que eu gostaria, hoje, de sublinhar. Porque o aniversário de uma instituição com a natureza e as características do IASFA nunca é, apenas, a celebração de mais um ano: é a celebração de uma história, de uma história já longa, e que, como tal, inclui bonanças e tormentas, vendavais e calmaria, muitos desafios, sempre.

É verdade, o Senhor General Rui Fernando Matias já o disse, o IASFA atravessa algumas dificuldades económico-financeiras: o diagnóstico está feito, as dificuldades estruturais identificadas. É verdade, o IASFA debate-se com situações exigentes que põem à prova a cultura de rigor e de mérito que se vem implantando, que testam a competência e o empenho de todos quantos se dedicam a esta instituição. É verdade.

Hoje, contudo, quero que as minhas palavras deixem testemunho da seriedade que tem sido posta na gestão desta grande casa, que bem sei difícil, deste organismo; quero que relevem o esforço de clarificação e de transparência que tem sido assumido por todos, um esforço que permitiu aferir processos e procedimentos, limitações e potencialidades, que promoveu a identificação de aspetos que careciam de intervenção, designadamente da Tutela, mas também do Conselho Diretivo; quero que reconheçam a forma criteriosa com que as escolhas têm sido ponderadas, com que acordos e parcerias têm sido firmados, com que os recursos têm sido rentabilizados – num início de resposta, a que é imperativo dar continuidade, ao apelo que lancei, por ocasião da tomada de posse do Senhor General, no sentido de ser inadiável e incontornável determinar, em consciência, quais as atribuições e valências a merecer especial investimento e atenção, em detrimento de outras que, embora com importância, sejam reconhecidas como de perfil e natureza menos fundamental.

Por isso, quero ainda que as minhas palavras registem o que tenho visto como uma efetiva vontade de fazer melhor; quero que sublinhem o espírito de missão, a disponibilidade para o apuramento do sentido das prioridades e a capacidade de compromisso do Conselho Diretivo, que com brio – o brio que aliás se esperava – quotidianamente assume com forças renovadas os desígnios vertidos na sua exigente Carta de Missão, e que o elenco das atividades desenvolvidas apresentado pelo Senhor General bem demonstra.

O IASFA é um dos rostos do reconhecimento da especificidade da condição militar, e, por isso, é também um lembrete da importância e da atenção que deve continuar a merecer o que verdadeiramente alicerça as instituições: as pessoas. As pessoas extraordinárias como aquelas que hoje muito simbolicamente procuramos homenagear. As pessoas que fazem as instituições e as pessoas que delas dependem; as que prestam cuidados e a que desses cuidados necessitam.

Leia a intervenção na íntegra