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Comunicados

2019-05-07 às 14h10

Mais de 250 mil pessoas saíram da pobreza nos últimos quatro anos

A percentagem de pessoas em risco de pobreza em Portugal baixou para 17,3% em 2017, menos um ponto percentual do que no ano anterior, de acordo com o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, cujos dados foram hoje confirmados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Os indicadores do inquérito, realizado em 2018 sobre rendimentos do ano anterior, revelam uma melhoria das condições de vida e rendimento da população portuguesa a partir de 2015, corroborando a evolução positiva da situação económica e social nos anos mais recentes, assente na devolução de rendimentos, na diminuição do desemprego e crescimento do emprego, na valorização dos salários e no aumento da proteção social.

A taxa de risco de pobreza passou de 19,5% em 2013 e 2014, para 19,0% em 2015, tendo alcançando os 18,3% em 2016 e os 17,3% em 2017, ou seja, registou uma diminuição de 2,2 p.p. em 4 anos, o que significa que em 2017 existiam menos 253 mil pessoas em risco de pobreza monetária do que em 2013.

A intensidade da pobreza (diferença entre a linha de pobreza e os rendimentos da população abaixo desse limiar) continua a contrair-se (-2,5 p.p. em 2017), fixando-se nos 24,5% em 2017, depois de ter registado uma taxa de 30,3% em 2013.

Recuando aos últimos dez anos, a população em risco de pobreza ou exclusão social diminuiu em 2018 face a 2008, em cerca de 534 mil pessoas.

Depois do período de agravamento da desigualdade na distribuição o rendimento, vivido entre 2009 e 2013, Portugal iniciou em 2014 uma trajetória de redução dessa desigualdade, que se prolongou até 2017.

A relação entre os rendimentos dos 10% de portugueses mais ricos e os 10% mais pobres reduziu-se de 11,1 em 2013 para 8,7 em 2017 (uma revisão em baixa de 0,2 pontos face ao valor provisório publicado pelo INE em novembro de 2018). Da mesma forma, a relação entre os rendimentos dos dois milhões de portugueses mais ricos e os dois milhões mais pobres desceu de 6,2 no mesmo período (menos 0,1 ponto face aos valores provisórios de novembro do ano passado). Os valores apurados são os mais baixos registados desde 2003.

Os dados hoje confirmados pelo INE recuperam os valores de 2010, melhor ano da série. Este é o reflexo da estratégia prosseguida pelo Governo de valorização real das pensões, de reforço do Complemento Solidário para Idosos, de aumento do abono de família, da redução do desemprego, bem como do aumento da cobertura de prestações de desemprego, do combate à precariedade laboral, da valorização dos salários, em particular o salário mínimo nacional, e da dinamização da contratação coletiva, medidas que têm assumido um papel fundamental na redução das desigualdades e do risco de pobreza.