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Notícias

2026-03-31 às 16h30

Relatório Anual de Segurança Interna 2025 apresentado no Conselho Superior de Segurança Interna

Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, e Procuradora da República e Secretária-Geral do Sistema de Segurança Interna, Patrícia Ferreira Barão, na apresentação do Relatório Anual de Segurança Interna 2025, Lisboa, 31 março 2026 (Gonçalo Borges Dias/GPM)
Relatório Anual de Segurança Interna 2025
Teve hoje lugar o Conselho Superior de Segurança Interna, no qual foi apresentado o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2025.

A criminalidade violenta e grave participada diminuiu 1,6%, enquanto a criminalidade geral participada registou um aumento de 3,1%. Este crescimento resulta, sobretudo, de tipologias de crime associadas ao maior reforço de fiscalização das autoridades e a uma maior proatividade policial, em áreas como a criminalidade rodoviária, detenção de armas proibidas, desobediência, entre outras.

Ao longo da última década, Portugal continua a não registar oscilações muito expressivas, tendência que o RASI de 2025 confirma.

Em 2025, o país permanece globalmente seguro, pese embora com indicadores que exigem atenção.

Destacam-se os principais indicadores:
Criminalidade geral
  • Aumento de 3,1%, resultante, em parte, de uma maior proatividade ao nível da deteção e prevenção de comportamentos ilícitos
  • Crimes contra o património: 50,5% do total da criminalidade
  • Crimes contra as pessoas: 25% do total da criminalidade
  • Furto mantém-se como o crime mais participado
Maior descida: abuso de garantia ou de crédito (-17,8%)
Aumentos em:
  • Condução com álcool = 1,2 g/l
  • Condução sem habilitação legal
  • Burlas na aquisição/aluguer de bens móveis
Criminalidade violenta e grave
  • Diminuição de 1,6% (˜ 4% do total da criminalidade participada)
  • Roubo representa 61,6% da totalidade da criminalidade violenta
  • Descidas em algumas tipologias de roubo
  • Aumento do crime de resistência e coação sobre funcionário
Outros indicadores
  • Violação: valor mais elevado da última década
  • Violência doméstica: diminui pelo terceiro ano consecutivo
  • -1,9% (29.644 participações)
  • 69% das vítimas são mulheres
  • Maior incidência: Lisboa, Porto e Setúbal
Tráfico de estupefacientes
  • Aumento de participações, detenções e apreensões
  • Crescimento das quantidades apreendidas (+102,6% no caso do haxixe)
  • Exceção: heroína (-33,7%)
Auxílio à imigração ilegal
  • Aumento de participações, arguidos constituídos e detenções (+225%)
Criminalidade económico-financeira
Aumento do número de inquéritos iniciados, arguidos constituídos e detenções (+154%)

Delinquência juvenil e criminalidade grupal
Registo, pela primeira vez desde a pandemia, de ligeiras descidas

Distribuição geográfica
Criminalidade geral:
  • Maior descida: Açores
  • Maiores subidas: Coimbra (+11%), Leiria (+10,7%), Bragança (+9,2%)
Criminalidade violenta e grave:
  • Aumento na maioria dos distritos
  • Destaque: Vila Real e Beja
  • Maior descida: Portalegre (-26%)