Teve hoje lugar o Conselho Superior de Segurança Interna, no qual foi apresentado o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2025.
A criminalidade violenta e grave participada diminuiu 1,6%, enquanto a criminalidade geral participada registou um aumento de 3,1%. Este crescimento resulta, sobretudo, de tipologias de crime associadas ao maior reforço de fiscalização das autoridades e a uma maior proatividade policial, em áreas como a criminalidade rodoviária, detenção de armas proibidas, desobediência, entre outras.
Ao longo da última década, Portugal continua a não registar oscilações muito expressivas, tendência que o RASI de 2025 confirma.
Em 2025, o país permanece globalmente seguro, pese embora com indicadores que exigem atenção.
Destacam-se os principais indicadores:
Criminalidade geral
- Aumento de 3,1%, resultante, em parte, de uma maior proatividade ao nível da deteção e prevenção de comportamentos ilícitos
- Crimes contra o património: 50,5% do total da criminalidade
- Crimes contra as pessoas: 25% do total da criminalidade
- Furto mantém-se como o crime mais participado
Maior descida: abuso de garantia ou de crédito (-17,8%)
Aumentos em:
- Condução com álcool = 1,2 g/l
- Condução sem habilitação legal
- Burlas na aquisição/aluguer de bens móveis
Criminalidade violenta e grave
- Diminuição de 1,6% (˜ 4% do total da criminalidade participada)
- Roubo representa 61,6% da totalidade da criminalidade violenta
- Descidas em algumas tipologias de roubo
- Aumento do crime de resistência e coação sobre funcionário
Outros indicadores
- Violação: valor mais elevado da última década
- Violência doméstica: diminui pelo terceiro ano consecutivo
- -1,9% (29.644 participações)
- 69% das vítimas são mulheres
- Maior incidência: Lisboa, Porto e Setúbal
Tráfico de estupefacientes
- Aumento de participações, detenções e apreensões
- Crescimento das quantidades apreendidas (+102,6% no caso do haxixe)
- Exceção: heroína (-33,7%)
Auxílio à imigração ilegal
- Aumento de participações, arguidos constituídos e detenções (+225%)
Criminalidade económico-financeira
Aumento do número de inquéritos iniciados, arguidos constituídos e detenções (+154%)
Delinquência juvenil e criminalidade grupal
Registo, pela primeira vez desde a pandemia, de ligeiras descidas
Distribuição geográfica
Criminalidade geral:
- Maior descida: Açores
- Maiores subidas: Coimbra (+11%), Leiria (+10,7%), Bragança (+9,2%)
Criminalidade violenta e grave:
- Aumento na maioria dos distritos
- Destaque: Vila Real e Beja
- Maior descida: Portalegre (-26%)