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O Governo vai lançar uma linha de apoio de 600 milhões de
euros para empresas com forte exposição à evolução dos custos da energia,
anunciou o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, esta quinta-feira, durante a
cerimónia que assinalou dois
anos de governação.
Operacionalizada pelo Banco Português de Fomento, a linha "Portugal Resiliência Energética" destina-se a financiar empresas por via de crédito cujos custos com energia representem mais de 20% dos custos de produção, permitindo apoiar necessidades de tesouraria e fundo de maneio.
Apresentada pelo Primeiro-Ministro como "mais uma medida de resposta à situação atual", esta linha foi desenhada para ir ao encontro das necessidades "das empresas significativamente afetadas pela subida dos custos energéticos".
Esta nova linha junta-se ao conjunto de medidas já adotadas pelo Governo para mitigar o impacto do aumento excecional do preço dos combustíveis provocado pela crise geopolítica no Médio Oriente. Tal como o Primeiro-Ministro afirmou no dia 27 de março, o objetivo do Governo é "intervir e ajustar eventuais medidas consoante a evolução da situação".
Garantias públicas até 80%
O instrumento "Portugal Resiliência Energética" prevê garantias públicas até 80% para pequenas e médias empresas e 70% para grandes empresas, assegurando melhores condições de acesso ao financiamento.
A medida visa, como sublinhou o Primeiro-Ministro, "reforçar a capacidade das empresas para responder à instabilidade internacional" e proteger "a competitividade, o emprego e a resiliência do tecido produtivo nacional".
Empresas no centro da estratégia económica
O Primeiro-Ministro enquadrou ainda esta medida numa estratégia mais ampla de valorização do tecido empresarial, defendendo que o crescimento económico assenta na capacidade de criação de riqueza e que o objetivo é "criando riqueza, combater a pobreza".
Neste contexto, o apoio às empresas é apresentado como essencial para garantir investimento, inovação e emprego, sobretudo num cenário internacional marcado por incerteza e volatilidade.
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