O Governo criou o Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO), uma estrutura interministerial de comando e coordenação que reforça a capacidade de resposta do Estado face ao agravamento do risco de incêndios rurais, que foi apresentada em Leiria a 10 de abril.
As tempestades que atingiram o País no início do ano deixaram extensas áreas do território fragilizadas, com uma acumulação significativa de material combustível. Perante a aproximação da época de incêndios, impõe-se uma atuação preventiva, coordenada e eficaz.
O CIPO reúne diferentes áreas governativas e entidades com responsabilidades na prevenção e combate, assegurando uma resposta integrada no terreno. Integram esta estrutura a Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, a Guarda Nacional Republicana, a Liga dos Bombeiros Portugueses, o Estado-Maior-General das Forças Armadas e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
Como sublinhou o Ministro da Administração Interna, "cada um na sua esfera de competências, mas em que é possível trabalharmos em equipa", destacando tratar-se de "uma mudança importante na forma de trabalhar e, sobretudo, na mentalidade". Uma mudança que "exige continuidade, disciplina e acompanhamento" e que "começa aqui e prossegue nos próximos dias, semanas e meses", sendo "um início sem fim no terreno onde o resultado vai ser assegurado".
Também o Ministro da Defesa Nacional reforçou o papel das Forças Armadas, afirmando que "o Estado deve investir para dotar as Forças Armadas de meios próprios que, em situações de emergência, possam ajudar no esforço de apoio à população civil". Acrescentou ainda que "a prevenção vai ser alargada ao combate, através de meios aéreos, com helicópteros Black Hawk", sublinhando que "os três ramos das Forças Armadas estão empenhados no terreno, nesta prevenção e no combate".
Por sua vez, o Ministro da Agricultura e Mar alertou para a urgência da intervenção no território: "Temos pela frente um desafio exigente. Depois dos incêndios e das recentes tempestades, existe hoje no terreno uma elevada carga de material combustível que aumenta significativamente o risco". Defendendo que "é fundamental agir com rapidez, coordenação e sentido de urgência", sublinhou que "estamos todos convocados para este objetivo" — Estado, autarquias, forças de segurança, Forças Armadas e entidades públicas e privadas.
O governante apelou ainda à ação dos proprietários, afirmando que "é fundamental retirar as árvores derrubadas e o material combustível", acrescentando que, nas zonas críticas, "se os proprietários não o fizerem, será o ICNF a fazê-lo". Reforçando a ideia de que "a prevenção exige ação, cooperação e responsabilidade coletiva" e que "a melhor defesa é a prevenção".
Os incêndios rurais representam um desafio à capacidade coletiva do País. Cada decisão e cada política pública têm um objetivo comum: proteger as pessoas, os seus bens e o território.
O Governo reafirma que tudo fará para antecipar riscos, reforçar a prevenção e garantir uma resposta mais robusta, eficaz e resiliente ao longo dos próximos meses.