As tempestades que atingiram o País no início do ano deixaram muito território fragilizado, resultando numa acumulação massiva de material combustível em vastas áreas florestais. Com a época de incêndios prestes a iniciar-se e perante desafios acrescidos no terreno, o Estado e as instituições públicas assumem a sua responsabilidade de antecipar, planear e proteger.
Neste contexto, o Governo — através do Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, do Ministro da Administração Interna, Luís Neves, e do Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes — decidiu criar uma estrutura interministerial de comando e coordenação que integra diversas entidades relevantes: o Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO).
Não existem respostas isoladas para um desafio desta dimensão. O momento exige uma atuação coletiva, que envolva as autoridades nacionais, as entidades responsáveis pela gestão florestal, as autarquias, os agentes no terreno e todos aqueles que, diariamente, contribuem para a proteção das populações e do território.
Além das áreas governativas acima referidas, o CIPO envolve as seguintes entidades:
- Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF);
- Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF);
- Guarda Nacional Republicana (GNR);
- Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP);
- Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA);
- Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
Os incêndios representam um teste à capacidade coletiva do País. Cada decisão e cada política pública têm um único objetivo: proteger as pessoas. Só assim é possível garantir uma resposta mais robusta, mais eficaz e mais resiliente.
Não é possível antecipar todas as consequências de uma calamidade, mas o Governo assegura que tudo o que estiver ao seu alcance será feito para proteger as pessoas, os seus bens e o território nacional.