O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) para 2026 reforça os meios empenhados, mas não se limita a crescer em números, evoluindo também em capacidade. Um reforço que está em linha com o investimento estrutural da última década.
O DECIR foi apresentado, esta manhã, após a reunião do Conselho de Coordenação da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), na presença do Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, e do Ministro da Administração Interna, Luís Neves, na Câmara Municipal de Ponte da Barca.
No nível de empenhamento operacional Delta (1 de julho a 30 de setembro), o dispositivo contará com:
- 15 149 operacionais (+121);
- 3 463 veículos (+45);
- 2 596 equipas constituídas nos Corpos de Bombeiros e financiadas pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e Câmaras Municipais (+22);
- 81 meios aéreos (+2 - incluindo dois helicópteros Black Hawk da Força Aérea Portuguesa e meios da Afocelca, os bombeiros das grandes empresas florestais).
As Equipas de Intervenção Permanente (EIP), grupos de cinco bombeiros profissionais, altamente qualificados, que asseguram o socorro rápido, financiadas em parceria entre a ANEPC e os Municípios, também foram reforçadas:
- 770 equipas (+13);
- 3 864 elementos (+65);
- 770 veículos (+13).
O investimento foi também feito na qualificação operacional e na formação especializada, tendo aumentado em 44% as ações de formação e em 33% o número de formandos. Foi ainda reforçada formação em gestão de operações e operações aéreas e criado o curso avançado de gestão de operações.
O Ministério da Administração Interna refere que o DECIR tem várias melhorias estruturais e tem sido alvo de um reforço consistente da capacidade nacional ao longo da última década.
Em 2016, havia 1 557 equipas, 7 478 operacionais, 1 601 veículos, 165 EIP e 47 meios aéreos.
Em 2026, Portugal tem 2 596 equipas, 15 149 operacionais, 3 463 veículos, 770 EIP e 81 meios aéreos.
O orçamento no DECIR cresceu de 38 milhões de euros em 2016, para entre 65 e 75 milhões de euros nos últimos anos.
A compensação diária dos bombeiros aumentou de 45 euros, em 2016, para 84 euros em 2026, refletindo o esforço do Estado nos que são a espinha dorsal da Proteção Civil.
No conjunto, estes números mostram que o DECIR 2026 não é apenas um reforço em relação ao ano passado, mas uma consolidação no investimento que proteja as pessoas, os seus bens e o nosso território.
Na última década, Portugal mais que duplicou o número de operacionais empenhados, reforçou significativamente os meios terrestres e aéreos, ampliou as Equipas de Intervenção Permanente e investiu na formação e na profissionalização dos agentes de Proteção Civil.