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2022-06-01 às 19h07

Investir no nosso património é preservar a nossa cultura

Cerimónia de inauguração do Museu do Tesouro Real
Primeiro-Ministro António Costa discursa na inauguração do Museu do Tesouro Real, Lisboa, 1 junho 2022 (foto: Mário Cruz/Lusa)
«Investir no nosso património significa investir na preservação da nossa cultura, no que são as marcas da nossa identidade que foi sendo construída ao longo dos séculos», disse o Primeiro-Ministro António Costa na inauguração do Museu do Tesouro Real, na ala poente do Palácio da Ajuda, em Lisboa.

O Primeiro-Ministro referiu que «o Plano de Recuperação e Resiliência prevê um investimento de 243 milhões de euros em património cultural», dos quais «60 milhões vão ser aplicados na cidade de Lisboa e os restantes 183 milhões no conjunto do País», referindo que «estão em andamento as obras de recuperação e requalificação da Sé de Lisboa e do Mosteiro da Batalha, e está em construção, para inauguração nos 50 anos do 25 de Abril, o Museu da Resistência e da Liberdade no Forte de Peniche», entre outros.

António Costa afirmou que a conclusão do Palácio da Ajuda «é um momento de particular felicidade e que assinala este dia como histórico» por nele se «ver terminar uma obra iniciada há 226 anos», acrescentando que além da conclusão das obras do palácio, ele inclui agora «a exposição do tesouro real, património dos portugueses e forma de homenagear a memória dos Reis e Rainhas de Portugal que constituíram este tesouro».

Parceria feliz

O Primeiro-Ministro disse que «este é um exemplo feliz de parceria entre a administração central e a administração local», apontando também o caso da cidade do Porto, «à qual o Estado confiou a coleção das obras de Miró que estão expostas na Fundação de Serralves» e da de «Coimbra, à qual o Estado confiou a coleção do falido BPN, que está exposta no Centro de Arte Contemporânea».

A boa demonstração de parceria está também no modelo de financiamento, que é «a materialização de uma taxa de turismo, que muitos recearam poder ser um entrave ao desenvolvimento do turismo, mas que, continuando o turismo a ser atraído, gerou receitas que financiaram o essencial desta obra, pois dos 31 milhões de euros investidos só 4,4 resultaram da indemnização do seguro pelo furto de algumas peças desta coleção» emprestadas aos Países Baixos, tendo o resto sido «suportado pelas receitas da Associação de Turismo de Lisboa, e pelas recetas da taxa de turismo».

António Costa citou o Presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, que disse que é justo que quem nos visita contribua para o enriquecimento do património dos portugueses, acrescentando que a taxa «é aplicada através da Associação de Turismo de Lisboa para que possa ser aplicada em investimento que reforcem a atratividade turística da cidade», e «hoje aumentamos a oferta cultural e turística de Lisboa, havendo aqui mais um motivo para vir a Lisboa».

É nesta lógica que temos de continuar parcerias para a proteção do património», disse, apontando «o programa Revive, que visa essencialmente disponibilização pelo Estado de património público não utilizado para a sua valorização através de investimento turístico e, assim, da sua disponibilização aos cidadãos, já permitiu que haja duas em exploração, 23 em obra, havendo ainda dois concursos abertos, num total de 43 concelhos».

O Primeiro-Ministro agradeceu a conclusão do projeto ao arquiteto João Carlos Santos, que coordenou toda a equipa, e que encerrou «a longa lista de arquitetos que, ao longo de 226 anos, foram elaborando sucessivos projetos que ficaram por concretizar – o que seria uma magnífica exposição».

Agradeceu ainda ao diretor-geral da Associação de Turismo de Lisboa, Vítor Costa, aos Ministros da Cultura Castro Mendes e Graça Fonseca, e aos Presidentes da Câmara, Fernando Medina e Carlos Moedas, que permitiram a realização desta obra.

Na sessão, que foi presidida pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, estiveram ainda presentes o Ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, os Secretários de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, André Moz Caldas, e da Cultura, Isabel Cordeiro, e o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas.