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Notícias

2022-11-18 às 16h43

Banco Português de Fomento deve ser um grande apoio à inovação e à modernização das empresas

Primeiro-Ministro António Costa e Ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, na posse dos corpos sociais do Banco Português de Fomento, 18 novembro 2022 (foto: Estela Silva/Lusa)
«A função do Banco Português de Fomento não é ser mais um banco, é ser o banco que os outros bancos não são», complementando a atividade dos outros bancos, afirmou o Primeiro-Ministro António Costa na cerimónia de posse dos novos órgãos sociais, em Matosinhos.

O BPF «é o banco do Estado que é diferente dos outros bancos», afirmou, acrescentando que o Governo contribuirá para que o País tenha «um banco que cumpra bem a sua função de ser um grande fator estabilização do sistema financeiro», a Caixa Geral de Depósitos, e outro «que cumpra a sua função de ser um grande apoio à inovação e à modernização das empresas», o BPF.

António Costa sublinhou que «o primeiro e o melhor contributo que o Estado pode dar» à economia e ao crescimento económico «é assegurar a estabilidade do quadro macroeconómico» e «a estabilidade do sistema financeiro».

«É necessário continuar a manter uma política, designadamente fiscal, amiga do investimento», disse, referindo que o Orçamento do Estado para 2023 incentiva «as empresas que investem na sua modernização tecnológica, na sua capacidade de inovação e na melhoria dos seus recursos humanos, de forma a poderem ganhar produtividade e competitividade na economia global».

O Primeiro-Ministro referiu que «uma das grandes diferenças das economias europeias relativamente à economia americana é a capacidade de financiar o risco», e «aquilo que está na fronteira da inovação, aquilo que constitui a maior mais-valia e o valor acrescentado do futuro».

A diferença também está na «capacidade de investir em capital e quase-capital em empresas que precisam de ganhar escala, para que as micro se tornem pequenas, as pequenas, médias, as médias, grandes e as grandes se tornem globais», disse.

Isto «implica que haja bancos com a natureza do Banco Português de Fomento para fazer esta missão», disse ainda António Costa na cerimónia de posse de Celeste Hagatong como presidente do Conselho de Administração e de Ana Carvalho como presidente da Comissão Executiva do BPF.

O Primeiro-Ministro agradeceu à anterior equipa dirigente, que criou o banco durante o difícil período da pandemia de Covid-19 e pôs a funcionar linhas de crédito no valor de nove mil milhões de euros, tendo contribuído para manter a capacidade produtiva de cerca de 90 mil empresas, o que foi também referido pelo Ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, na sua intervenção.