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Notícias

2021-06-08 às 14h04

Primeiro aviso do PRR vai ser lançado nas próximas semanas

Cadeia de Valor das Baterias Sustentáveis - Valorizar a capacidade nacional de industrialização, de inovação e de investigação em materiais avançados e baterias
«Vamos lançar, nas próximas semanas, um primeiro aviso para manifestações de interesse para apresentação de projetos para as agendas mobilizadoras para a inovação empresarial, à volta das oportunidades que o mercado cria e das capacidades que desenvolvemos no País», afirmou o Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira.

O Ministro referiu que devem ser «projetos de consórcios de empresas, grandes e pequenas, de instituições do sistema científico e tecnológico que sejam capazes de assegurar projetos dirigidos aos mercados internacionais».

Pedro Siza Vieira intervinha no encontro «A Cadeia de Valor das Baterias Sustentáveis - Valorizar a capacidade nacional de industrialização, de inovação e de investigação em materiais avançados e baterias», que deu o primeiro passo na criação de um cluster para a fileira da produção de baterias sustentáveis, em Braga, que foi encerrado pelo Primeiro-Ministro António Costa.

«Acreditamos que este modelo de colaboração entre empresas ao longo de cadeias de valor, associando também o sistema científico e tecnológico é um modelo de sucesso que tem permitido a transformação da nossa economia aproveitando a inovação e colocando-a ao serviço de bens transacionáveis de maior valor acrescentado», disse também.

O Ministro destacou a presença neste cluster das baterias de lítio «de empresas das indústrias dos combustíveis fósseis», que demonstram assim «como se posicionam perante a mudança inevitável». 

Plano de Recuperação e Resiliência

Afirmando que «o plano de recuperação europeu vai permitir acelerar a transição climática e apostar na transformação do nosso modelo industrial», Siza Vieira que «em Portugal, identificámos as transições digital e climática como uma forma de crescer na cadeia de valor, de prosseguirmos a transformação da nossa economia».

A economia portuguesa «não pode continuar a basear-se num modelo assente nos baixos custos de produção, na concorrência internacional através baixos salários, mas deve fazê-lo pela valorização do conhecimento e das qualificações dos portugueses».

«Pusemos, no Plano de Recuperação e Resiliência, 930 milhões de euros, que podem ser reforçados em mais 1000 milhões, se a procura o justificar, para apoiar projetos transformadores, mobilizadores da inovação empresarial à volta dos temas de futuro» digital e climático.

O Ministro disse que «a nossa economia pode crescer devido a fatores como a qualificação e a educação dos portugueses e a ciência que se produz em Portugal e transformá-los em valor para o mercado global. É este o modelo económico que interessa ao País, que aproveita a educação de demos aos nossos cidadãos».