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Notícias

2019-08-14 às 14h43

«Requisição civil será alargada se não forem cumpridos os serviços mínimos»

O Ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, afirmou que a «requisição civil será alargada se não forem cumpridos os serviços mínimos».
 
Em Lisboa, numa conferência de imprensa que também contou com a presença do Secretário de Estado da Energia, João Galamba, o Ministro destacou que «a produtividade de 30% a partir da CLC [Companhia Logística de Combustíveis] em Aveiras está abaixo daquilo que é a exigência dos serviços mínimos», mas sublinhou que esta avaliação é apenas a da parte da manhã.
 
«Só no final do dia poderemos saber se foram ou não cumpridos os serviços mínimos e a requisição civil», acrescentou, reiterando que a CLC em Aveiras é o caso «mais preocupante» - «mas temos a expectativa de que a produtividade venha a crescer durante o dia».
 
Matos Fernandes destacou que em Aveiro-Ílhavo está a ser um dia «absolutamente normal», com 100% do trabalho feito, que em Leça da Palmeira estão a ser cumpridos os serviços mínimos, e que em Sines até estão a ser ultrapassados os serviços mínimos, «sabendo-se que existe a requisição civil para abastecer a zona sul do País».
 
O Ministro referiu também que há nove equipas das Forças Armadas que estão já a fazer transporte de combustível para o aeroporto de Lisboa. João Pedro Matos Fernandes sublinhou também que as percentagens de armazenamento na Rede Estratégica de Postos de Abastecimento (REPA) melhoraram 14 pontos percentuais em relação à manhã de 13 de agosto e realçou que fora das áreas urbanas não há nenhum posto REPA sem combustível.
 
Matos Fernandes afirmou ainda que o Governo tem «toda a disponibilidade para o diálogo» e para mediar as negociações entre os sindicatos e as empresas privadas e esclareceu que o não cumprimento da requisição civil é um crime cuja responsabilidade é individual.