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2017-12-03 às 19h41

«Reduzir a pobreza entre crianças e jovens é a primeira condição para não reproduzir uma nova geração de pobreza»

Primeiro-Ministro, António Costa, na entrega dos prémios Manuel António da Mota, Porto, 3 dezembro 2017 (Foto: Manuel Araújo/Lusa)

O Primeiro-Ministro, António Costa, afirmou que «reduzir a pobreza entre crianças e jovens é a primeira condição para não reproduzir uma nova geração de pobreza, invertendo esse ciclo que mina o País», na entrega dos prémios Manuel António da Mota, no Porto.

Lembrando os dados revelados no dia 7, pelo INE, relativos às condições de vida, António Costa destacou «a menor desigualdade, maior redução da pobreza e um risco de pobreza mais baixo, sobretudo em menores de 18 anos».

«A taxa de privação material teve a maior redução entre crianças e jovens, sendo crucial dar continuidade à diminuição da privação material», sublinhou o Primeiro-Ministro.

Eliminação de fatores de exclusão social

O Primeiro-Ministro referiu ainda que «erradicar a pobreza e eliminar os fatores de exclusão social são um grande desafio que continua a estar presente», sendo esta «uma herança secular, que certamente a crise dos últimos anos agravou, mas que temos que dar resposta».

«O crescimento económico registado este ano, bem como o aumento da criação de emprego, ganham valor se permitirem rendimento partilhado entre todos», realçou António Costa, acrescentando que «é esse sentimento de justiça que permite reduzir e eliminar fatores de exclusão e erradicar a pobreza».

O Primeiro-Ministro disse ainda: «Melhorar o rendimento disponível das famílias passa necessariamente por mais e melhores salários» e «o contributo do salário mínimo nacional para a redução da pobreza foi particularmente relevante num país onde o número de trabalhadores em situação de pobreza era muito significativo».

«É por isso que temos que prosseguir essa trajetória, sendo essencial trabalhar naquele que tem que ser o maior elevador social na vida coletiva, que é a maior garantia para a erradicação da pobreza, que é o investimento na educação e na formação ao longo da vida», acrescentou António Costa, realçando: «Esse é seguramente o maior investimento no capital humano que podemos fazer».

Ultrapassar o défice de conhecimento e formação

O Primeiro-Ministro afirmou também que «o maior défice que temos não é o das finanças», mas «o que acumulamos de ignorância, desconhecimento e ausência de educação, formação e preparação».

«E é esse défice histórico que temos que vencer se quisermos, e não podemos deixar de querer, sermos melhores do que os melhores», acrescentou António Costa, lembrando as políticas do Governo no sistema educativo, como a diminuição do número de alunos por turma e a flexibilização dos currículos em cada agrupamento.

O Primeiro-Ministro disse: «Esta é a melhor forma de ganhar cada vez mais as crianças para o ensino, para o estudo e para a promoção do sucesso escolar», concluindo: «Não se pode ignorar que o acesso à educação versátil é condição fundamental para que as crianças e os jovens de hoje possam responder às necessidades do futuro».