«Queremos investir 3% do PIB em inovação até 2030» - XXI Governo - República Portuguesa

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2018-04-17 às 19h45

«Queremos investir 3% do PIB em inovação até 2030»

Roteiro Inovação - Queremos investir 3% do PIB em inovação até 2030
Primeiro-Ministro António Costa na inauguração da renovação e ampliação do centro de investigação e desenvolvimento da empresa farmacêutica Bial, Trofa, 17 abril 2018 (Foto: Hugo Delgado/Lusa)
«Queremos reforçar o investimento em inovação de forma a atingirmos 3% do Produto Interno Bruto em 2030, um terço com esforço do Estado e dois terços com esforço do setor privado», afirmou o Primeiro-Ministro António Costa na inauguração da renovação e ampliação do centro de investigação e desenvolvimento da empresa farmacêutica Bial, na Trofa.

O Primeiro-Ministro acrescentou: «Para terem noção do esforço que isso implica daqui até 2030, é preciso ter em conta que há dois anos investíamos cerca de 1,6% do PIB em investigação e desenvolvimento».

António Costa sublinhou que o esforço da inovação tem de ser transversal e contínuo, e vai desde a universalização do pré-escolar até à transferência do conhecimento para o mercado através das empresas.

Aumentar número de licenciados

«A melhor forma de transferir conhecimento para as empresas é através do emprego científico e da empregabilidade dos que são formados nos centros de produção de conhecimento», isto é, nas universidade e politécnicos, disse.

Para isto, Portugal tem metas para atingir até 2030: o aumento de 40 para 60% dos jovens com 20 anos a frequentar o ensino superior; o aumento de 35 para 50% dos que entre os 30 e 34 anos têm curso superior; e que 90% dos portugueses sejam utilizadores efetivos da Internet.

O Primeiro-Ministro referiu que a Bial é uma das empresas portuguesas que mais investe em investigação e desenvolvimento. A ampliação do edifício para a investigação e desenvolvimento, que custou cinco milhões de euros, mais que duplicou o espaço dedicado ao trabalho científico, tencionando a empresa duplicar o número de investigadores de 104 para mais de 200.

Internacionalização depende da inovação

Esta empresa é o «modelo daquilo que tem de ser a estratégia de desenvolvimento do nosso País», disse António Costa, acrescentando que esta estratégia tem de assentar simultaneamente na inovação e internacionalização, não havendo maior internacionalização se não houver mais inovação.
 
Por isto, António Costa visitou também a empresa de calçado Kyaia, em Guimarães, para apresentação da plataforma digital de venda de calçado overcube.com. A plataforma digital, destinada a vender sapatos do grupo mas também de outras marcas, através de envio pelo correio, representa um investimento de um milhão de euros e vinte empregos.

O Primeiro-Ministro referiu que, integrado no Programa Nacional de Reformas, existe o Programa Interface que tem como objetivo a valorização dos produtos portugueses, através da inovação, do aumento da produtividade, da criação de valor e da incorporação de tecnologia nos processos produtivos das empresas nacionais.

«Para que esse esforço tenha sucesso é absolutamente essencial continuarmos a investir cada vez mais na educação com base na formação, na capacidade de inserção de quadros qualificados no tecido empresarial e desenvolvimento da capacidade de inovação nos politécnicos e universidades», disse ainda.