Primeiro-Ministro reforça prioridade de intervenção na floresta - XXI Governo - República Portuguesa

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2017-12-18 às 13h57

Primeiro-Ministro reforça prioridade de intervenção na floresta

Primeiro-Ministro António Costa na condecoração do Grupo de intervenção de Proteção e Socorro da GNR, Lisboa, 18 dezembro 2017 (Foto: Tiago Petinga/Lusa)
O Primeiro-Ministro António Costa afirmou que a reforma estrutural da floresta tem de avançar rapidamente para garantir que o País consiga combater da melhor forma os fenómenos climatéricos extremos.

Em Lisboa, na condecoração do Grupo de intervenção de Proteção e Socorro da GNR, António Costa realçou que o tempo para discussão está esgotado e que é urgente prosseguir também com a reforma do sistema de Proteção Civil, ao nível da prevenção, fiscalização e combate aos incêndios.

«A floresta portuguesa está mais desordenada do que há 11 anos, os dois anos de seca severa que temos enfrentado tornaram os combustíveis mais perigosos e o processo de alterações climáticas exporá o País, necessariamente, a fenómenos meteorológicos extremos», disse.

O Primeiro-Ministro sublinhou que é preciso «intervir em todas as componentes do sistema», reforçou «o compromisso do Governo no sentido de aumentar o número de efetivos dos sapadores florestais» e assegurou «o empenho em reforçar a capacitação dos bombeiros voluntários, a par do aumento dos efetivos profissionais no seio dos corpos dos bombeiros voluntários».

«Do mesmo modo, estamos a contar ver reforçada a capacidade de intervenção das Forças Armadas na assistência militar de emergência», acrescentou.

Reforma da floresta prioritária

António Costa realçou a importância de avançar com a reforma da floresta, em vez de centrar todos os esforços no investimento em meios de combate aos fogos florestais.

«Ambas as pernas têm de andar ao mesmo ritmo para que o passo seja um passo consolidado. Por isso, já se arrancou com o projeto piloto do cadastro, dispomos de um quadro legislativo que permite reforçar a atuação das autarquias nas zonas de intervenção florestal e criaram-se as entidades de gestão florestal para poderem existir áreas economicamente viáveis na floresta», afirmou.

O Primeiro-Ministro referiu que para atenuar o problema dos fogos florestais é essencial proceder a uma «revitalização da floresta».

O Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, e a Ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, também estiveram presentes na cerimónia de condecoração.