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2019-05-30 às 16h38

Portugal realiza maior exercício de sempre de proteção civil

Exercício de proteção civil Cascade19, Sintra, 30 maio 2019
O Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, afirmou que «a cultura de proteção civil assenta fundamentalmente nisto: antecipar cenários, estar tecnologicamente preparado ao nível do melhor que se faz em todo o mundo para agir nesses cenários, e testar, para que no dia em que a ocorrência suceda todos saibam o que fazer».

O Ministro, que fez esta declaração no Posto de Comando Nacional e um dos cenários do Exercício Europeu de Proteção Civil Cascade19, em Sintra, acrescentou que «este exercício corresponde a um grande esforço da proteção civil portuguesa envolvendo todos os agentes de proteção nacionais, locais, regionais em mais de 20 municípios e combinando cenários particularmente adversos».

Eduardo Cabrita referiu que o exercício conjuga «um ciclone que afeta as zonas costeiras da região de Aveiro com um sismo de grande dimensão, afetando a área metropolitana de Lisboa e os distritos de Setúbal e Évora» com ações em seis dezenas de locais.

Uma das particularidades do exercício é que é um exercício ao vivo, pelo que quem o está a fazer «não sabe exatamente qual a dimensão, em que momento e a que tipo de circunstâncias vão acorrer».

Proteção Civil é muito mais que incêndios 

O Ministro, que foi acompanhado pelo Secretário de Estado da Proteção Civil, José Artur Neves, disse que, por vezes, em Portugal, há a ideia de que a proteção civil é apenas resposta a incêndios rurais, mas «é muito mais» do que isso, devendo existir a consciência que há zonas do País de risco sísmico.

«Por isso temos de reforçar a prevenção, reforçar a consciência do que fazer em circunstâncias de risco, reforçar a preparação entre os agentes», disse.

Eduardo Cabrita referiu ainda que a estrutura europeia de proteção civil está representada neste exercício ao mais alto nível, acrescentando que Portugal «tem hoje uma posição muito ativa quer na reforma e no reforço do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, quer na preparação técnica».

O Cascade19 é o maior exercício de proteção civil realizado em Portugal, com mais de 3 600 agentes, 150 dos quais de cinco países europeus (Espanha, França, Bélgica, Alemanha e Croácia), e 2 200 figurantes, e decorre desde 28 de maio até 1 de junho nos distritos de Aveiro, Évora, Lisboa e Setúbal.

O exercício foi organizado pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) em colaboração com a Direção-Geral da Autoridade Marítima e tem um custo de 1,3 milhões de euros sendo financiado em 80% pela União Europeia.

O Cascade19 testa e treina a resposta a emergências múltiplas que possam ocorrer em cascata (sismo, cheias, acidente químico, rutura de barragem e poluição marítima) em território nacional. 
Treinar ainda a resposta internacional na sequência do acionamento do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia e, simultaneamente, a resposta interna a emergências de elevada complexidade. 

O exercício vai permitir aprovar uma diretiva operacional nacional para acolhimento de assistência internacional.