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2019-07-08 às 13h29

Portugal e Espanha vão assumir posição conjunta sobre fluxos migratórios

Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, na reunião com homólogo espanhol, Fernando Grande-Marlaska, Valença, 8 julho 2019
Portugal e Espanha vão assumir uma posição conjunta sobre fluxos migratórios no próximo Conselho de Ministros do Interior e da Administração Interna da União Europeia (UE), que vai decorrer em Helsínquia, na Finlândia.

Após reunião com homólogo espanhol, Fernando Grande-Marlaska, em Valença, o Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, afirmou que os dois países concordam que é necessário, na próxima Comissão Europeia e com o próximo Alto Representante da UE para a Política Externa, trabalharem em conjunto «para que exista uma política que articule o apoio ao desenvolvimento nos países africanos e uma gestão comum da política migratória assente na partilha de responsabilidade e solidariedade».

Eduardo Cabrita referiu o exemplo dos dois barcos que estiveram recentemente à deriva no Mar Mediterrâneo e que foram salvos numa operação em que Portugal vai participar

O Ministro português disse também que «Portugal e Espanha têm uma posição muito própria» e relembrou que este país «tem uma maior pressão na costa sul, nomeadamente na Andaluzia». «A Espanha tem salvo milhares de migrantes na costa sul. Esta não é a forma de resolvermos estes assuntos», disse ainda.

Cooperação na Proteção Civil

Relativamente à cooperação na proteção civil entre Portugal e Espanha, Eduardo Cabrita referiu que foi feito, pelos dois ministros, o ponto da situação sobre o acordo recentemente revisto e que «consagra a experiência comum de cooperação entre a proteção civil portuguesa e espanhola».

«Até 25 quilómetros no interior do pais vizinho, os bombeiros e as outras forças de proteção civil podem atuar sem necessidade de pedido de cooperação entre governos. É uma belíssima experiência que tem sido útil nas zonas de fronteira», disse o Ministro.

Eduardo Cabrita referiu também que há a vontade comum de alargar esta «experiência positiva na área dos incêndios rurais» a outros mecanismos de cooperação, nomeadamente, «inundações e sísmicos» e que os dois países vão «trabalhar para que seja possível ter protocolos de cooperação nessas áreas».