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2019-09-17 às 20h12

Portal do Financiamento visa simplificar e adequar recursos públicos os empresários

Ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, na apresentação do Portal do Financiamento, Lisboa, 17 setembro 2019 (Foto: João Bica)
«O financiamento do tecido empresarial será o tema mais crítico da economia portuguesa nos próximos anos», afirmou o Ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, na apresentação do Portal do Financiamento, em Lisboa.

Inserido no programa Capitalizar, o Portal do Financiamento, iniciativa da Agência para a Competitividade e Inovação (IAPMEI), integra num único sítio todas as soluções de financiamento com apoio público que atualmente estão disponíveis para apoiar as empresas.

«Apesar da panóplia muito vasta de linhas de crédito com garantia mútua [ao todo estão em vigor quase meia centena destas linhas], estes instrumentos são muito pouco claros para aqueles que são os seus destinatários», disse o Ministro.

Ajustar os apoios às necessidades

Assim, o Portal do Financiamento tem como meta ajudar os empresários a encontrar o instrumento financeiro que mais se adequa ao seu projeto, setor de atividade e fase de vida da empresa.

«O Portal do Financiamento é uma tentativa de simplificar e tornar mais acessível estes recursos públicos à medida das necessidades daqueles que deles carecem», referiu Pedro Siza Vieira.

Com o mesmo objetivo, o Governo criou, também em 2019, o Conselho de Coordenação das Instituições Financeiras, entidade cuja missão é ajustar os apoios disponíveis às necessidades das empresas e eliminar redundâncias que persistam.

Balanço do programa Capitalizar 

O Ministro afirmou ainda que as linhas de crédito do programa Capitalizar já fizeram chegar às empresas oito mil milhões de euros, o que «significa que quase 9% do total do crédito às empresas e à economia foi suportado pelo sistema de garantia mútua». 

Pedro Siza Vieira acrescentou que, aqueles oito mil milhões de euros de crédito que chegaram às empresas, contaram com cerca de seis mil milhões de euros de garantias públicas.

«Desde 2015, as empresas viram o seu rácio de endividamento recuar de um valor equivalente a cerca de 100% do PIB para cerca de 70% do PIB, enquanto a sua autonomia financeira aumentou para níveis próximos dos 39%», disse também o Ministro.

As medidas levadas a cabo pelo Governo permitiram às empresas responder à emergência em que se encontravam e prepará-las para os desafios da internacionalização, digitalização e automação, economia circular ou descarbonização, «todos estes movimentos que vão exigir esforços de investimento muito significativos», concluiu.