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2019-04-17 às 18h02

Pequenas e médias empresas «são a raiz, o motor e músculo da economia do País»

Primeiro-Ministro António Costa discursa na cerimónia de atribuição das distinções PME Excelência, Braga, 17 abril 2019 (Foto: Hugo Delgado/Lusa)
O Primeiro-Ministro António Costa destacou o papel fundamental das pequenas e médias empresas (PME) o crescimento da economia, afirmando que «a realidade efetiva da nossa economia assenta num tecido muito sólido de PME, que dinamizam e são a raiz, o motor e músculo da economia do País», e acrescentando que «são estas empresas que fazem mexer a nossa economia».

Se, nos últimos três anos, foram criados 350 mil novos postos de trabalho e a economia cresceu sempre acima da média da União Europeia, isso foi fruto, sobretudo, das PME, disse na cerimónia de distinção das PME Excelência 2018, em Braga.

Na cerimónia, promovida pelo IAPMEI e pelo Turismo de Portugal, foram distinguidas com o título de PME Excelência 2 378 empresas de vários setores de atividade, e em sete categorias: Mais Exportação; Mais Produtividade; Criação de Valor; Mais Crescimento; Empresa Gazela; Mais Emprego e Longevidade.

A designação de PME Excelência destacar as empresas com um elevado desempenho económico e financeiro. Em 2018, o número de empresas distinguidas aumentou 22% em relação a 2017 e 57% em relação a 2015.

Este ano, 604 das empresas premiadas são de média dimensão, 1 652 são de pequena dimensão e 122 são microempresas. 30,2% são da indústria, 25,4% do comércio e 19,8% do turismo.

Em conjunto, as PME Excelência 2018 são responsáveis por 86 606 postos de trabalho e por um volume de negócios superior a 10 mil milhões de euros, o que representa um crescimento médio de 19,3% em relação ao ano anterior, dos quais 24% são resultantes de exportações.

«Resistir à tentação de dar um passo maior do que a perna»

O Primeiro-Ministro afirmou também que é preciso «saber resistir à tentação de dar um passo maior do que a perna, para que cada passo tenha a sustentabilidade necessária para que não se corram riscos que são desnecessários e que ninguém nos perdoaria que voltássemos a correr».

O Primeiro-Ministro acrescentou que é fundamental manter a trajetória de crescimento, a par da redução do défice orçamental e da dívida pública.

«Quando o crescimento existe, quando se criam perspetivas de estabilidade financeira, de repente todos acham que tudo é possível e já» mas «mesmo o maior otimista sabe, não é nunca possível tudo para todos e já», disse ainda António Costa.

Na cerimónia, além do Primeiro-Ministro, estiveram também presentes o Ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, e o Secretário de Estado da Economia, João Correia Neves.