«Oportunidade de fazer diferente e fazer melhor» - XXI Governo - República Portuguesa

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2018-01-22 às 20h37

«Oportunidade de fazer diferente e fazer melhor»

Estratégia de recuperação do Pinhal do Rei
Primeiro-Ministro António Costa e Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, durante a visita ao Pinhal de Leiria, Marinha Grande, 22 janeiro 2018 (Foto: Rui Miguel Pedrosa/Lusa)
O Primeiro-Ministro António Costa afirmou que Portugal tem a «oportunidade de fazer diferente e fazer melhor» após a sessão de apresentação da estratégia de recuperação do Pinhal do Rei, na Marinha Grande.

Depois de uma visita à área ardida no Pinhal de Leiria, António Costa destacou a importância de existir «uma profunda participação neste esforço de reflorestação do Pinhal» de todos os agentes, desde a comunidade local à comunidade científica, através das universidades e dos politécnicos.

«Para que o Pinhal que vamos ter seja um Pinhal melhor do que aquele que nós tínhamos», disse o Primeiro-Ministro, realçando que o que aconteceu «foi obra de profundas transformações que o território português sofreu ao longo de décadas».

António Costa realçou que é necessário ter a consciência que este esforço de reflorestação é um desafio para uma década, que não se vai resolver «em um, dois ou quatro anos», e sublinhou a importância de o novo Pinhal de Leiria promover a diversidade de espécies arbóreas.

Promover a diversidade e a descontinuidade

«Não quer dizer que o pinhal não vá ser pinhal. Mas, para termos um bom pinhal e um bom pinheiro que seja, também ele, resistente ao fogo, é preciso que este pinhal não seja só de pinheiro e tenha uma boa composição e um bom ordenamento que ajudem à sua resistência», afirmou.

O Primeiro-Ministro afirmou a importância da comunidade científica na promoção desta diversidade: «Temos de ter não só a descontinuidade das faixas mas uma boa mistura das espécies plantadas».

António Costa sublinhou que o novo espaço florestal deve ter a capacidade de ter uma componente agrícola «porque é também uma forma de assegurar, de modo natural, a descontinuidade», assumindo ao mesmo tempo a «rentabilidade, modo de vida e produção, não só do solo como também das populações que vivem naquelas zonas».

O Primeiro-Ministro fez ainda um breve balanço das medidas de apoio às famílias, empresas e agricultores na sequência dos incêndios.

Durante a visita à Marinha Grande, em que foi acompanhado pelo Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, o Primeiro-Ministro também plantou simbolicamente um sobreiro com os alunos do Agrupamento de Escolas de Vieira de Leiria.