«O grande desígnio para 2018 é termos melhor emprego» - XXI Governo - República Portuguesa

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2018-01-09 às 16h10

«O grande desígnio para 2018 é termos melhor emprego»

Primeiro-Ministro, António Costa, no debate quinzenal subordinado ao tema «Prioridades políticas para 2018», Assembleia da República, 9 janeiro 2018 (Foto: António Cotrim/Lusa)
«O grande desígnio para 2018 é termos melhor emprego», ou seja, «um emprego digno, um salário justo e a oportunidade de cada um se realizar», afirmou o Primeiro-Ministro, António Costa, no debate quinzenal dedicado ao tema «Prioridades políticas para 2018», na Assembleia da República. 

«Este é o emprego necessário a um modelo de desenvolvimento assente na inovação e próprio da economia do futuro, baseada no conhecimento, num novo paradigma energético, na era digital e numa sociedade empreendedora», acrescentou o Primeiro-Ministro.

Condições para garantir melhor emprego

«Para garantir melhor emprego é fundamental criar condições para o investimento das empresas» pois «só a aposta na inovação permite ter uma economia com emprego qualificado», afirmou António Costa.

O Primeiro-Ministro anunciou que em 2018 «teremos uma nova aceleração na execução dos fundos comunitários, propondo-nos duplicar para 2 mil milhões de euros os apoios às empresas». 

«O Programa Capitalizar disponibilizará linhas de crédito no valor de 2600 milhões de euros» e, no âmbito do Programa Interface «lançaremos os primeiros seis laboratórios colaborativos» entre universidades e empresas, em fevereiro, disse ainda. 

António Costa destacou que o Governo quer «mobilizar o País para atingir os 2,7% de investimento em I&D até 2020, para convergir para os indicadores europeus» nos próximos 10 anos.

Qualificações e educação

O Primeiro-Ministro afirmou que «há duas mudanças essenciais a introduzir» para investir nas qualificações e na educação, condições essenciais para criar melhor emprego e inovação.

«Primeiro, acabar com o ensino vocacional no ensino básico, pondo fim a uma inaceitável dualização precoce. Segundo, eliminar os requisitos discriminatórios no acesso ao ensino superior para os alunos do ensino profissional», disse António Costa.

O Primeiro-Ministro alertou, porém, que «o desafio da qualificação coloca-se também quanto à população adulta», pelo que «a educação ao longo da vida e as competências digitais são cruciais para garantir o emprego do futuro a todas as gerações». 

Outras prioridades

«Manter o rumo de mais crescimento, melhor emprego e maior igualdade continuando a cumprir os compromissos» nos planos interno e internacional é outra prioridade do Governo para 2018 disse António Costa.

O Primeiro-Ministro acrescentou: «Por outro lado, 2018 tem de ser também o ano marcante para duas reformas essenciais à valorização do nosso território: a descentralização e a reforma da floresta». 

«Por fim, 2018 será o ano onde, no quadro da União Europeia, se tomarão opções fundamentais para a reforma da União Económica e Monetária e para a definição do quadro estratégico pós 2020», concluiu.