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2018-04-03 às 16h09

Ministro da Defesa condecora D. Manuel Linda

Ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes, condecorou o Bispo das Forças Armadas e de Segurança, D. Manuel Linda, com a Medalha da Defesa Nacional de 1ª classe, Lisboa, 3 abril 2018
Condecoração do Bispo das Forças Armadas e de Segurança, D. Manuel Linda, com a Medalha da Defesa Nacional de 1ª classe, Lisboa, 3 abril 2018
O Ministro da Defesa Nacional, José Azeredo Lopes, condecorou o Bispo das Forças Armadas e de Segurança, D. Manuel Linda, com a Medalha da Defesa Nacional de 1.ª classe pelas suas qualidades pessoais e profissionais, considerando-o uma referência como homem e como clérigo, para todos os militares e civis que servem as Forças Armadas.

Descrevendo D. Manuel Linda como «o homem, o sacerdote que soube e sabe ser camarada entre camaradas», como estudioso e discípulo de D. António Ferreira Gomes, Azeredo Lopes sublinhou «a sua ação dinâmica, sensata e determinada, na permanente defesa dos valores éticos e institucionais que contribuiu para o desenvolvimento do moral e do bem-estar das Forças Armadas e para a manutenção da coesão e espírito de corpo da família militar».

«Soube unir e deixar palavras de alerta e de alento. Tudo aquilo de que precisam as nossas Forças Armadas e Forças de Segurança», afirmou o Ministro, em Lisboa, numa cerimónia onde estiveram também presentes o Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, o Secretário de Estado da Defesa Nacional, Marcos Perestrello, o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, Almirante Silva Ribeiro, e os Chefes dos Estados-Maiores da Armada, do Exército e da Força Aérea.

«Fui apreciando, D. Manuel Linda, a sua serenidade culta e afável. E por isso, como Ministro da Defesa Nacional, deixe-me que lhe diga que sei dar valor a quem, num cargo por definição de tempo curto e limitado, faz o que tem a fazer como se o seu tempo não tivesse fim», acrescentou.

Luta contra a pobreza é a prioridade

Sobre as funções de Bispo das Forças Armadas e de Segurança, D. Manuel Linda afirmou que «é possível demonstrar ao Estado laico» que «é possível cumprir o regime legal e concordatário, porquanto ninguém de bom senso entra nesta área para fazer proselitismo barato ou para impor qualquer género de crença».

«Pelo contrário, a assistência religiosa é expressão de companheirismo de existência, de sentido humano integral, ajuda às carências de todo o género, ombro amigo para o desabafo e para o conforto, presença cimentadora dos próprios laços familiares e grupais, auxílio ao comando e só depois e muito depois é que entra a relação com o sobrenatural», referiu ainda.

D. Manuel Linda enalteceu também a forma «dedicadíssima como os militares e os polícias de Portugal» o trataram «desde o primeiro momento», concluindo que os mesmos são «homens e mulheres portadores de uma tal formação e consciência de serviço» e «uma reserva moral da Nação».

O futuro Bispo do Porto disse que procurará «estar com as pessoas nas várias circunstâncias da vida», acrescentando que o bispo é aquele que «sabe rezar com os que rezam» e que «sabe estar pobre com os pobres e criar ânimo a quem esteja desanimado». D. Manuel Linda assume as funções de Bispo do Porto a 15 de abril, após a nomeação do Papa Francisco, de 15 de março.