Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior lamenta morte de Stephen Hawking - XXI Governo - República Portuguesa

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2018-03-14 às 11h56

Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior lamenta morte de Stephen Hawking

Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor
O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, lamentou a morte do físico britânico Stephen Hawking, afirmando que o especialista se questionou «inclusive, a ele próprio». 

«Por exemplo: Quando, há uns anos atrás, em 2010, veio repor toda a sua teoria sobre o universo e os buracos negros, mostrou que faz parte de fazer ciência estar sempre a questionar e a fazer novas perguntas», referiu Manuel Heitor, em declarações à agência Lusa.

O Ministro acrescentou: «Stephen Hawking questionou-se» e «hoje, estar no mundo é saber fazer as perguntas mais difíceis, mesmo que não tenhamos respostas imediatas para elas. Por este motivo, é um exemplo para todos, certamente para os mais jovens, e é uma lição de vida que vale a pena viver e vale a pena ter boas ideias».

Contributos relevantes para a Ciência

«Stephen Hawking deu contribuições relevantes na física com o estudo do universo», afirmou Manuel Heitor.

O Ministro acrescentou: «A continuidade das suas teorias estão hoje bem demonstradas nos mais variados artigos científicos, mas também para a explicação da existência da vida, de tal forma que recebeu a medalha da liberdade pelo Presidente Obama».

«Stephen Hawking era conhecido por ser engraçado na forma de dialogar com as pessoas», lembrou ainda Manuel Heitor, referindo que «a sua conceção científica do mundo levou-o a fazer questões mais profundas sobre a relação entre a ciência e a religião no seu livro de 2010, que é uma declaração sobre a forma como as sociedades se desenvolvem». 

O Ministro disse, porém, que «o mais interessante é que, mais do que dar respostas, todo o seu pensamento foi formulado em termos de fazer perguntas e mostrar que a ciência é essencial».

«Hawking não tinha medo da morte, mas que tinha medo de não conseguir fazer tudo o que queria fazer até morrer», o que «mostra o que é o espírito de uma pessoa forte, que quer viver e quer estar sempre a fazer perguntas», concluiu.