Meta da descarbonização também passa pela alteração de comportamentos individuais - XXI Governo - República Portuguesa

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2017-11-06 às 17h27

Meta da descarbonização também passa pela alteração de comportamentos individuais

Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, na assinatura dos contratos para o Desenvolvimento dos Planos de Implementação dos Laboratórios Vivos para a Descarbonização, em Matosinhos, 6 novembro 2017 (Foto: Manuel Araújo/Lusa)
O Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, afirmou que todos «temos mesmo de alterar os nossos comportamentos» para garantir que Portugal seja um País neutro em carbono até 2050.

Na assinatura dos contratos para o Desenvolvimento dos Planos de Implementação dos Laboratórios Vivos para a Descarbonização, em Matosinhos, o Ministro referiu que é preciso ter em atenção «o comportamento de cada um de nós, como cada um de nós vive, como respeita o meio que nos envolve, como poupa e é eficiente com os materiais que consome».

«É mesmo projeto a projeto, realidade territorial a realidade territorial, problema a problema que se podem desenhar cidades diferentes e atacar problemas nos quais Portugal fez um percurso menos positivo», disse o Ministro.

Matos Fernandes acrescentou que as cidades têm um papel fundamental no compromisso que Portugal tem alinhado com a União Europeia, de reduzir até 40% das suas emissões até 2030 e atingir a neutralidade em carbono em 2050.

Descarbonização das cidades médias

A cerimónia ficou marcada pela assinatura de contratos entre o Fundo Ambiental e doze municípios portugueses, para que cada um possa transformar em projeto a ideia que apresentou para criar o seu laboratório vivo para a descarbonização.

«A política do Governo aqui é a de liderar estes processos, de contribuir financeiramente para que estes projetos possam ver a luz do dia», disse o Ministro, acrescentando que os projetos ficarão concluídos até ao final do ano.

Numa segunda fase, seis projetos serão financiados com uma verba de quatro milhões de euros para colocarem a ideia no terreno.

A iniciativa incluía todos os municípios com uma população entre os 40 mil e os 200 mil habitantes e, entre as 35 propostas apresentadas, foram escolhidas para assinar contrato as de Águeda, Alenquer, Almada, Barcelos, Braga, Évora, Figueira da Foz, Loulé, Mafra, Maia, Matosinhos e Seixal.