Saltar para conteúdo
Histórico XXI Governo - República Portuguesa Voltar para Governo em funções

Notícias

2017-10-09 às 18h01

Inovação Social fundamental para resolver desafios diários

Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa na conferência «Inovação e ciência para o impacto social», Lisboa, 9 outubro 2017
A Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques, defendeu, esta segunda-feira, que a conferência «Inovação e ciência para o impacto social», onde participou na abertura, é «mais uma oportunidade para aprofundar o conhecimento sobre as metodologias e ferramentas que vão contribuindo para que empresas, organizações e empreendedores encontrem soluções inovadoras para os desafios que encontram diariamente».

Durante a intervenção na conferência na Universidade Nova de Lisboa, Maria Manuel Leitão Marques referiu que os problemas são cada vez mais exigentes em termos de recursos humanos e materiais e que as soluções do passado já não são suficientes ou sustentáveis.

Depois de lembrar que «Portugal é o primeiro Estado-membro a criar um sistema de financiamento dedicado exclusivamente à inovação social com verbas do Fundo Social Europeu», a Ministra da Presidência acrescentou que Lisboa vai acolher, a 27 e 28 de novembro, na Fundação Calouste Gulbenkian, uma conferência dedicada ao tema, para a qual já estão abertas as inscrições.

Nesse evento, serão apresentados casos que exemplificam as novas respostas agregadas na designação de Inovação Social e que se enquadram numa nova «visão de integração e de colaboração entre instituições e diferentes setores: o público, o social e também o setor privado, e à qual se associam formas diferentes de financiamento».

«Temos hoje ótimos exemplos de inovação social em Portugal, premiados nacional e internacionalmente. Temos uma agenda e um programa para este setor, pioneiros a nível europeu», disse.

Importância da universidade

Maria Manuel Leitão Marques elogiou, também, o papel que a universidade desempenha «neste ecossistema de inovação», citando como exemplo a criação de um modelo de resolução de problemas, desenhado «para dar resposta a necessidades do setor empresarial, mas cuja aplicação pode ser estendida ao setor social, à educação e até à procura de emprego e à definição de uma carreira profissional.»

A Ministra referiu que a universidade «produz um trabalho de reconhecido valor e aplicabilidade para as empresas e para as instituições» mas que este modelo «não é garantia de sucesso para a concretização de uma cultura de inovação das organizações». 

«É preciso criar um ambiente propício à inovação no setor público e no setor privado», disse, acrescentando que é preciso ir ao terreno para tentar perceber quais são os problemas concretos dos cidadãos e testar soluções que, mesmo que falhem à primeira, «sejam aceites como parte de processo de aprendizagem».

«Como costumo dizer, quem inova e não falha, ou não está a inovar verdadeiramente ou está a inovar pouco», afirmou.