O Governo decidiu prorrogar o período crítico de incêndios até 31 de outubro, no âmbito do Sistema de Defesa da Floresta Contra Incêndios.
O período crítico foi inicialmente estendido de 30 de setembro para 15 de outubro, através de despacho do Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Miguel João de Freitas, atendendo às «condições meteorológicas excecionais».
De acordo com o novo despacho, este segundo prolongamento é justificado pelo facto de a precipitação prevista poder «não ter expressão na alteração do índice de severidade meteorológico acumulado», mantendo-se, assim, um «elevado estado de secura dos combustíveis».
A quantidade de água disponível no solo, presumivelmente insuficiente para aumentar o teor de humidade para níveis ideais que contrariem as ignições e o número de incêndios rurais por dia, que se encontra acima da média dos últimos anos para este período, justificam, na perspetiva do Governo, uma continuidade de medidas e de ações especiais de prevenção de incêndios florestais.
Durante o período crítico de incêndios, nos espaços florestais ou agrícolas, é proibido:
• fumar, fazer lume ou fogueiras;
• fazer queimas ou queimadas;
• lançar foguetes e balões de mecha acesa;
• fumigar ou desinfestar apiários, salvo se os fumigadores estiverem equipados com dispositivos de retenção de faúlhas;
• fazer circular tratores, máquinas e veículos de transporte pesados que não possuam extintor, sistema de retenção de faúlhas ou faíscas e tapa chamas nos tubos de escape ou chaminés.