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O Secretário de Estado das
Florestas, Miguel Freitas, afirmou que o Governo vai preparar um pacote de
medidas para as matas nacionais afetadas pelos incêndios.
Em declarações à agência Lusa, o
Secretário de Estado referiu que poderá ser publicado ainda hoje, em Diário da
República, o despacho a solicitar ao Instituto da Conservação da Natureza e das
Florestas (ICNF) que apresente, no prazo máximo de quatro meses, este conjunto
de medidas.
«É fundamental que o ICNF nos
apresente um plano de financiamento, sendo que o princípio daquilo que
pretendemos é que as verbas que saiam da venda da madeira dessas matas sejam
investidas em cada uma dessas matas», disse Miguel Freitas.
O Secretário de Estado
acrescentou: «A ideia é que essa receita é para investir nas matas públicas que
foram afetada pelos incêndios, para lá das candidaturas que foram feitas ao
Programa de Desenvolvimento Rural [PDR] 2020».
«Queremos uma avaliação rigorosa
dos prejuízos e danos que aconteceram no património florestal e edificado»,
afirmou Miguel Freitas, referindo que o ICNF vai também elaborar um relatório
de ocorrências de incêndios que afetaram as matas nacionais de Leiria, Pedrógão
(Leiria), Urso (Figueira da Foz), Dunas de Quiaios (Figueira da Foz), Covilhã e
Margaraça (Arganil).
Programa de intervenção
O Governo quer que seja ainda
apresentado um programa de intervenção para o conjunto das matas públicas que
refira o plano de corte, fundamental para que se possam tomar decisões.
«O plano de corte deve contemplar, designadamente, que árvores é
que devem ser cortadas, como será feito o corte ao logo do tempo, e as áreas
que vão ser conservadas ou aquelas que venham a ter madeira de qualidade»,
disse o Secretário de Estado.
Miguel Freitas acrescentou: «Por outro lado, queremos que sejam
alterados os planos de gestão florestal. Que os planos de gestão florestal se
adequem às novas realidades. Temos matas onde a floresta é muito antiga e,
nesta altura, pode haver objetivos, de segurança que podem levar a que possamos
diversificar as espécies que temos nestes territórios».
«É evidente que predominará sempre o pinheiro bravo, pois estamos
a falar de solos muito pobres em praticamente todas estas matas, mas, de
qualquer maneira, há hoje novas soluções que queremos que o ICNF estude e nos
apresente», disse o Secretário de Estado.
Miguel Freitas sublinhou que, assim que o despacho for publicado
em Diário da República, o ICNF começa a trabalhar nesta pasta: «A ideia é que o
conjunto destes documentos estejam prontos em quatro meses. Temos intenção de,
depois de termos este trabalho feito, fazer uma discussão pública sobre este
trabalho nos territórios afetados».
«Naturalmente, o plano de corte
será aquele que é prioritário, porque é preciso de fazê-lo muito rapidamente,
mas cada uma destas peças terá um tempo dentro destes quatro meses», concluiu.
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