Saltar para conteúdo
Histórico XXI Governo - República Portuguesa Voltar para Governo em funções

Notícias

2017-10-11 às 16h47

Governo homenageia cinco artistas portuguesas

Secretários de Estado para a Cidadania e Igualdade, Catarina Marcelino, e da Cultura, Miguel Honrado, na entrega da distinção «Maria Isabel Barreno - Mulheres Criadoras de Cultura 2017»

Os  Secretários de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Catarina Marcelino, e da Cultura, Miguel Honrado, entregaram a distinção «Maria Isabel Barreno - Mulheres Criadoras de Cultura 2017» a cinco artistas portuguesas.

As mulheres destacadas pelo Governo este ano são: Cristina Paiva (ilustração/livro/edição), Diana Andringa (cinema), Elisabete Matos (música), Mónica Calle (teatro) e Paula Rego (artes plásticas).

Inserida no V Plano Nacional para a Igualdade-Género, Cidadania e Não Discriminação, esta Distinção visa valorizar mulheres que desenvolvem a sua atividade em áreas da Cultura, garantindo uma visibilidade equilibrada entre mulheres e homens, isenta de estereótipos de género ou de preconceitos.  

Dimensão estratégica da Cultura 

O Secretário de Estado da Cultura sublinhou «a relevância que os projetos transversais têm no Governo, para todas as áreas, e que na Cultura têm assumido, de facto, uma dimensão estratégica». 

«O papel social da Cultura só pode ser alcançado quando existe uma verdadeira convergência de princípios, visões e objetivos intergovernamentais», acrescentou Miguel Honrado, referindo que «esta Distinção é um dos exemplos do trabalho que vem sendo desenvolvido em benefício da Cultura, dos artistas e de toda a cadeia de valor intrínseca às Artes, que culmina na fruição cultural de acessibilidade a todos os cidadãos».

A Secretária de Estado disse que esta Distinção se justifica porque «a luta pela igualdade entre mulheres e homens e o combate à discriminação encontram na cultura formas de expressão privilegiada».

«Enquanto construtora da nossa identidade, fazedora da nossa História e instrumento de igualdade, a cultura é intervenção e, nesse sentido, tem que ser transformação», afirmou Catarina Marcelino.

Maria Isabel Barreno e o feminismo português

A Secretária de Estado realçou também a importância do nome atribuído ao prémio, o da escritora e feminista Maria Isabel Barreno: «A sua obra foi determinante para o debate sobre a condição feminina e os direitos das mulheres».

Miguel Honrado acrescentou que «pensar e assinar no feminino não é um mero exercício de género, mas um exercício de cidadania. Lutar, transgredir, defender os direitos das mulheres e conquistar um lugar para a liberdade artística, em plena ditadura ou no pós 25 de Abril, foi o que Maria Isabel Barreno, Cristina Paiva, Diana Andringa, Elisabete Matos, Monica Calle e Paula Rego realizaram». 

«Estas autoras inscrevem na realidade novas possibilidades de relação nas sociedades, questionam fronteiras e trazem à luz todo um novo espectro de criação», sublinhou o Secretário de Estado, referindo: «A relação entre interior e exterior contamina a forma e a liberdade de expressão», isto é, «em termos artísticos, sensibilidade, afetividade e corpo, ganham novas dimensões enquanto objeto de criação cultural». 

Miguel Honrado concluiu: «Destacar e homenagear a vida e o trabalho destas autoras é, para além do reconhecimento de cada uma em particular, valorizar tudo o que ainda estará por vir, na cena artística, social e política».

Atribuída pela primeira vez em 2013, até ao momento esta Distinção homenageou: Joana Carneiro (música), Ana Mascolo (dança), Joana Vasconcelos (artes plásticas), Germana Tanger (teatro), Inês Lobo (arquitetura), Glória de Matos (teatro), Graça Morais (Artes Plásticas), Teresa Villaverde (cinema), Danuta Wojciechowska (ilustração), Alexandra Moura (design de moda), Ângela Ferreira (artes plásticas), Barbara Bulhosa (livro/edição), Madalena Victorino (dança), Maria João (música) e Maria João Mayer (cinema).