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2019-03-28 às 16h56

Governo aprova Programa de Investimentos na Área da Saúde

Ministra da Saúde, Marta Temido, na Assembleia da República, Lisboa, 28 março 2019 (Foto: João Bica)
A Ministra da Saúde, Marta Temido, destacou a aprovação em Conselho de Ministros do Programa de Investimentos na Área da Saúde, que determina e calendariza a despesa para a realização de investimentos num montante superior a 90 milhões de euros.

Na Assembleia da República, durante uma interpelação ao Governo pedida pelo grupo parlamentar do CDS/PP sobre saúde, Marta Temido referiu que esta medida «vem acrescer à reprogramação do Portugal 2020, que permitiu alocar 70 milhões de euros à saúde, e vem também acrescer à remodelação das 79 unidades de saúde e dos 22 serviços de urgência já concretizados ou a decorrer».

O orçamento do Programa de Investimentos na Área da Saúde «permitirá dar autorização a aspirações como a remodelação do serviço de urgência do Centro Hospitalar de Tondela-Viseu ou a aquisição de dois novos aceleradores lineares, um para o Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro e outo para o Centro Hospitalar do Barreiro-Montijo».

«O caminho para a cobertura universal em saúde implica prioridade política e prioridade de investimentos», acrescentou a Ministra, sublinhando que foi em nome desta prioridade que o orçamento do Serviço Nacional de Saúde foi reforçado em 1400 milhões de euros e a força de trabalho aumentada em nove mil profissionais».

O comunicado do Conselho de Ministros refere que «o investimento no setor da saúde constitui um objetivo claro do XXI Governo Constitucional, que assumiu como prioridade dotar o Serviço Nacional de Saúde de infraestruturas e equipamentos indispensáveis à prossecução da sua missão de prestação de cuidados de saúde de qualidade a toda a população».

A Ministra da Saúde afirmou também que «garantir a cobertura universal coloca grandes desafios, mesmo aos sistemas de saúde de alta renda, nos quais as expectativas sociais de cidadãos mais informados e exigentes reclamam, e bem, novas e melhores respostas».

«No nosso caso, elas envolvem, por exemplo, o alargamento do recurso à telemedicina, à saúde digital, ou à hospitalização domiciliária. Relativamente a esta última, sabendo que os nossos hospitais públicos internam por ano cerca de 800 mil doentes, dos quais um número significativo pode beneficiar de hospitalização domiciliária. Por isso, assumimos o compromisso da sua disponibilização em 25 hospitais, dos quais oito estão já em funcionamento», disse.
Áreas:
Saúde