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2019-09-09 às 18h34

Governo apresenta plano de ação do Arquivo Nacional de Som

Ministra da Cultura, Graça Fonseca, e Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, na apresentação do plano de ação do Arquivo Nacional de Som, Lisboa, 9 setembro 2019 (Foto: João Bica)
A Ministra da Cultura, Graça Fonseca, e o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, estiveram presentes na cerimónia de apresentação do plano de ação do Arquivo Nacional de Som, no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa.

Graça Fonseca afirmou que este projeto vem colmatar uma lacuna com mais de 40 anos e destacou que passará a ser possível a integração de Portugal na rede europeia internacional de instituições homólogas, que tem como missão garantir o património sonoro nacional.

«O arquivo sonoro é uma estrutura que tem uma dimensão tecnológica para conseguir arquivar, preservar e disponibilizar aquilo que é o património sonoro, os arquivos áudio, e que vai permitir para o futuro a utilização, a investigação, sobre aquilo que é o nosso património histórico», disse Graça Fonseca.

A Ministra referiu também que o plano estratégico vai ter enfoque no enquadramento jurídico do arquivo sonoro nacional e na sua estrutura técnica e tecnológica, atendendo a que o que está em causa são fundamentalmente conteúdos áudio.

Entre os fonogramas disponíveis estarão «a voz de Joaquim Furtado com a declaração do Movimento das Forças Armadas, no dia 25 de abril de 1974» ou «uma gravação de 2019 dos ruídos da cidade».

A Ministra da Cultura sublinhou que este arquivo sonoro é fundamental para assegurar a preservação dos conteúdos originais, permitindo depois uma incorporação numa «estrutura física com forte componente tecnológica, que permita serem conhecidos, utilizados e que sobre eles também possa haver novas linhas científicas de investigação, que permitam olhar para a nossa própria história de uma forma bastante diferente daquela que seria se não tivéssemos este arquivo histórico».

A criação deste arquivo de som é um projeto prioritário para o Governo, uma vez que «Portugal era dos poucos países da Europa que não tinha estra estrutura». «É um projeto deste Governo, que fizemos muita questão de cumprir os passos todos e não terminar o mandato sem que estejam os passos todos dados para garantir que este trabalho não mais irá ficar adiado, e que Portugal vai ter o seu arquivo sonoro», acrescentou.

O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, destacou a importância deste arquivo para «preservar a memória» e contribuir para a construção do futuro.

Referindo que o futuro precisa de arquivos fortes e sólidos, o Ministro referiu que é necessário, cada vez mais, reforçar a estratégia de ciência aberta, que «passa necessariamente pela divulgação e pela promoção do acesso a bons arquivos abertos ao público».

«Este arquivo era uma falta na preservação do património português. É um elemento crítico para o desenvolvimento de uma cultura de ciência aberta em todas as áreas», acrescentou, sublinhando a oportunidade que haverá para estimular programas temáticos ou multidisciplinares orientados tematicamente com base no conteúdo disponível.

«Sabemos que construiremos o futuro com mais conhecimento», disse.

A equipa do Arquivo Nacional do Som é liderada pelo etnomusicólogo Pedro Félix, foi criada em fevereiro deste ano, e está a trabalhar desde março neste projeto, com a dupla participação das áreas de governação da Cultura e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.