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Notícias

2019-09-10 às 21h41

Forças Armadas deverão contribuir para «redução da pegada energética»

Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, com embaixadores, Oeiras, 10 setembro 2019
O Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, afirmou que as Forças Armadas portuguesas estão a fazer a sua parte para reduzir a pegada energética.

Durante uma visita da embaixadores e diplomatas à Fortaleza de São Julião da Barra, em Oeiras, João Gomes Cravinho referiu que «as alterações climáticas são um problema grave ao nível das políticas públicas para o setor da defesa».

«Ouvimos muitas vezes que esta é a maior ameaça à nossa segurança» mas «ainda assim, não existem políticas de defesa» para esta área, disse o Ministro, acrescentando que ainda «é muito difícil desenvolver respostas a este nível para algo que pode dar algumas das maiores dores de cabeça».

João Gomes Cravinho referiu, contudo, que as Forças Armadas portuguesas têm desenvolvido algumas ações para um ambiente mais sustentável, à semelhança do que acontece em outros países europeus.

«É uma pequena contribuição, mas é algo que temos de fazer com todas as nossas instituições», disse ainda.

África no centro das preocupações da futura Presidência Europeia

Considerando que a atual presidência finlandesa do Conselho da Europa tem sido muito sensata ao afirmar que «é preciso aprofundar o pensamento sobres estes problemas», o Ministro disse que esta será uma das principais preocupações da presidência portuguesa, em 2021, «particularmente em relação a África».

Esta é «uma parte do mundo que está especialmente vulnerável aos desafios das alterações climáticas» e, por isso, Portugal deve «trabalhar de perto» com os países africanos e com os quais as parcerias «vão estar muito presentes», disse ainda.

A visita dos diplomatas à Fortaleza de São Julião da Barra, em Oeiras, foi promovida pela presidência finlandesa do Conselho da Europa, após uma travessia do Tejo a bordo do navio «Figueira da Foz».

A embaixadora finlandesa em Portugal, Tarja Laitiainen, disse também, durante a sua intervenção, que as alterações climáticas são um dos assuntos que deve estar «no topo da agenda» e que todas as nações deverão cooperar neste âmbito, para se atingirem melhores resultados.