Fazer de março, mês das florestas, um grande mês de limpeza do mato - XXI Governo - República Portuguesa

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2018-02-17 às 15h46

Fazer de março, mês das florestas, um grande mês de limpeza do mato

Primeiro-Ministro, António Costa, percorre a floresta de Caminha para se inteirar do trabalho de prevenção na floresta portuguesa, Viana do Castelo, 17 fevereiro 2018 (Foto: Manuel Araújo/Lusa)
«O trabalho de limpeza da floresta é essencial, porque - para haver fogo - é necessário haver matéria combustível», afirmou o Primeiro-Ministro, António Costa, após uma viagem de duas horas pela floresta de Caminha, em Viana do Castelo.

O objetivo desta deslocação do Primeiro-Ministro ao Norte do País foi inteirar-se do trabalho de prevenção que está a ser feito.

«A defesa das matas é obrigatória por lei desde 2006», lembro António Costa, sublinhando – porém – que «o objetivo do Governo não é aplicar multas».

Objetivo é cortar o mato para evitar incêndios

«O objetivo do Governo não é aplicar multas, nem cortar verbas, mas cortar o mato para que não seja uma ameaça à floresta, às populações, às casas e às pessoas», reafirmou o Primeiro-Ministro.

António Costa quer o envolvimento de toda a população, nesta meta de proteger a floresta através do trabalho de prevenção. 

«Façamos um grande mês de limpeza da floresta», no tempo que resta até ao termo do prazo que o Governo estabeleceu para os proprietários limparem os seus terrenos (15 de março), disse o Primeiro-Ministro.

E referiu também que, em março, em vez da plantação de árvores (para assinalar os dias do Ambiente e da Árvore), os portugueses comemorem cortando o mato.

A melhor defesa da floresta é a prevenção

«Em vez de esperar pela guerra das chamas, o caminho deve ser encetar - desde já - uma batalha para impedir que as chamas tenham pasto para progressão», disse ainda António Costa.

Sublinhando que os incêndios de verão se previnem no inverno, o Primeiro-Ministro realçou que a tarefa de limpar as matas é possível «se todos meterem as mãos à obra», desde particulares a autarquias, passando pelos bombeiros, empresas e Estado.

«Cada palmo de terra que limpemos é mais um palmo de terra que não será uma ameaça à segurança e à vida das pessoas», concluiu.


O Governo, através das áreas de governação da Administração Interna e da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural lançou o seguinte apelo: Até 15 de março, os proprietários devem limpar os seus terrenos numa faixa de 50 metros à volta das casas e nos 100 metros à volta das aldeias. 

O objetivo desta medida é aumentar a segurança das pessoas e bens.

Isto porque a gestão do combustível florestal junto às casas e aos aglomerados populacionais é vital para evitar tragédias como as que aconteceram em junho e outubro de 2017.

Inserido no Orçamento do Estado para 2018, o Regime Excecional das Redes Secundárias de Faixas de Gestão de Combustível indica que os proprietários privados têm até 15 de março para limpar as áreas envolventes às casas isoladas, aldeias e estradas. Se isto não for feito, os municípios terão até 31 de maio para avançar.