Eliminação das fases de combate aos incêndios florestais - XXI Governo - República Portuguesa

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2017-12-15 às 18h27

Eliminação das fases de combate aos incêndios florestais

«Na nova diretiva operacional destinada à proteção civil que o Governo se comprometeu a apresentar até ao final do ano, um dos elementos novos é o desaparecimento de fases» de combate aos incêndios florestais, afirmou o Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, após a inauguração de um posto da GNR na Ericeira.
 
O Ministro acrescentou: «Isto porque, como dramaticamente vimos em 2017, as duas ocorrências de maior gravidade decorreram fora da fase Charlie, a mais crítica, uma em junho (Pedrógão Grande) e outra em outubro (dias 15 e 16)».
 
O dispositivo em vigor prevê várias fases de combate a fogos florestais, disponibilizando meios em função das épocas do ano, sendo a mais crítica a fase Charlie, de 1 de julho e 31 de setembro.
 
Maior flexibilidade de resposta
 
«Temos de ter uma presença muito significativa ao longo de todo o ano, e – sobretudo - uma grande flexibilidade na resposta do dispositivo», em termos de meios aéreos, referiu Eduardo Cabrita.
 
O Conselho de Ministros de 14 de dezembro autorizou 60 milhões euros para a contratação de 50 meios aéreos de combate a incêndios florestais para 2018 e 2019, mais nove aeronaves do que em anos anteriores, e a abertura do respetivo concurso público internacional.
 
Questionado pelos jornalistas sobre a data em que os meios aéreos vão ficar disponíveis, o Ministro disse: «O concurso será lançado com toda a urgência, mas caso não esteja concluído e ocorram circunstâncias excecionais, não deixaremos de recorrer aos mecanismos de urgência, garantindo os meios necessários para o combate a incêndios florestais».
 
«Os meios aéreos voarão em todas as horas de luz. Além de água, usarão também gel e material retardante, que é uma nova técnica que em Portugal não era normalmente usada, e que integrará as características do concurso. Alguns dos meios vão ser equipados com câmara de videovigilância e de infravermelhos», acrescentou Eduardo Cabrita.
 
Dos 50 meios aéreos, 10 helicópteros ligeiros e quatro aviões anfíbios médios vão estar disponíveis todo o ano, um dos quais em permanência na Madeira. O combate aos fogos florestais contará ainda com os meios do Estado, sendo que estão aptos a voar seis dos nove existentes, três Kamov e outros três helicópteros ligeiros.

Férias seguras

A inauguração de um novo posto da GNR na Ericeira «é fundamental para a atratividade turística, porque ninguém vai de férias para onde não houver segurança», disse ainda o Ministro.

Esta empreitada foi realizada na sequência de um protocolo celebrado entre a área de governação da Administração Interna e a Câmara Municipal de Mafra, que cedeu o edifício e assumiu a responsabilidade de proceder a obras de remodelação e adaptação.

O posto da GNR da Ericeira serve uma população de 21 mil habitantes e patrulha um território de 75 quilómetros quadrados.

Entre a área de governação da administração Interna, a Câmara Municipal de Mafra e a GNR foi também celebrado um protocolo para criar condições para haver um novo Posto da GNR no Livramento.

Ao abrigo deste acordo, a edilidade vai ceder a antiga escola primária do Livramento e responsabilizar-se por suportar parte dos encargos, par além de abrir concurso para as obras de requalificação.