«Descarbonização, valorização do território e economia circular andam de mãos dadas» - XXI Governo - República Portuguesa

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2018-07-06 às 17h08

«Descarbonização, valorização do território e economia circular andam de mãos dadas»

Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes durante uma intervenção na Climate Change Leadership Porto Summit 2018, 6 julho 2018
O Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, afirmou que a «descarbonização, a valorização do território e a economia circular andam de mãos dadas», durante uma intervenção na Climate Change Leadership Porto Summit 2018.

«Estou convencido que os desafios de encontrar um caminho para a neutralidade carbónica, para o crescimento económico e para a redução das desigualdades são perfeitamente compatíveis», disse o Ministro, acrescentando que «podem fazer parte de uma única estratégia de desenvolvimento».

Falando para uma plateia em que também estava o antigo presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, Matos Fernandes sublinhou que as alterações climáticas «exigem verdadeiras respostas globais» e que o envolvimento político global evidenciado no Acordo de Paris demonstrou que «há uma resposta a caminho com a presença de todos».

O Ministro acrescentou, no entanto, que é preciso fazer mais do que aquilo que está previsto no Acordo de Paris e reiterou o compromisso de Portugal de atingir a neutralidade carbónica até 2050, num momento em que já um plano nacional para o conseguir.

«Estamos a envolver todas as partes que podem contribuir, como a sociedade civil, as universidades, as empresas, as organizações não-governamentais. Porque este é um desafio que tem uma responsabilidade coletiva, por isso exige uma resposta coletiva», disse.

Pioneiro nas energias renováveis

Matos Fernandes destacou que Portugal tem desempenhado um papel pioneiro nas energias renováveis, diminuindo progressivamente a importância do carbono ao mesmo tempo que investe claramente nas energias renováveis, na eficiência energética e na mobilidade sustentável.

O Ministro frisou que nos primeiros cinco meses do ano, as energias renováveis representaram mais de 60% de todo o consumo elétrico do País e que toda a energia consumida em março foi garantida pela produção das fontes renováveis, havendo ainda excesso para exportação.

«Temos de deixar o carvão no século 20 e promover claramente as energias renováveis endógenas, como a energia solar. Por este motivo, Portugal anunciou no ano passado a sua intensão de eliminar progressivamente as centrais elétricas a carvão até 2030», afirmou.

Portugal está a promover uma «segunda geração de política ambiental», capaz de tornar obsoleto o modelo anterior, com o objetivo de atingir a neutralidade carbónica até 2050, ter um território mais resiliente com sistemas de energia naturais e de promover a economia circular.

Esta política contribuirá também para o aumento da competitividade e desempenhará «um papel nuclear na criação de emprego, na riqueza e no bem-estar e não apenas numa política reativa de combate à poluição».

O Ministro do Ambiente reforçou ainda a aposta portuguesa num modelo de economia circular, «mais inteligente na utilização e valorização dos recursos que já estão a ser utilizados» e que aposte mais na reparação, reutilização e renovação dos materiais.