Administração Pública deve prosseguir os objetivos para o desenvolvimento sustentável - XXI Governo - República Portuguesa

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2018-05-16 às 11h49

Administração Pública deve prosseguir os objetivos para o desenvolvimento sustentável

Ministro das Finanças, Mário Centeno, no encontro «Percursos profissionais na Administração Pública: carreiras e competências», Lisboa, 16 maio 2018 (Foto: Nuno Fox/ Lusa)
«O desenvolvimento das pessoas e das organizações exige que o trabalhador assuma um papel ativo e que o empregador ofereça oportunidades de aprendizagem», afirmou o Ministro das Finanças, Mário Centeno.

Estas declarações foram feitas no encontro «Percursos profissionais na Administração Pública: carreiras e competências», em Lisboa.

Lembrando que, «na Administração Pública, coexistem várias realidades», o que «coloca grandes desafios à gestão», o Ministro sublinhou que é preciso «compreender as expectativas das pessoas», num setor que emprega mais de 650 mil trabalhadores, com uma idade média de 47 anos.

Desenvolvimento de modelos sustentáveis

«A discussão em torno dos modelos de que necessitamos para um futuro sustentável deve estar na agenda de discussão política», afirmou ainda Mário Centeno. 

O Ministro realçou que a sustentabilidade «é um tema crítico», já que «a despesa pública representa cerca de 40% do Produto Interno Bruto em emprego, organização e produção de serviços e bens». 

«Impõe-se, assim, discutir quais as condições a criar para gerir os trabalhadores, pois isso influencia a forma como os serviços públicos atuam e geram confiança nos cidadãos e empresas», acrescentou.

Alinhamento com a Agenda 2030 

Mário Centeno afirmou também que «a Agenda 2030 das Nações Unidas identifica objetivos para o desenvolvimento sustentável».

«Promover o bem-estar, oportunidades de aprendizagem ao longo da vida, o emprego pleno e produtivo e o trabalho digno são alguns exemplos de metas que exigem uma transformação estrutural nas organizações e nas sociedades», acrescentou o Ministro.

E concluiu, lembrando que «a Estratégia de Competências para Portugal sublinha esta necessidade, de estimular uma cultura de aprendizagem ao longo da vida na Administração Pública», um grupo que apresenta um nível de tecnicidade de 52% (mais 27 p.p. que a população ativa).

Este é o segundo de um ciclo de encontros promovido pela  Direção Geral da Qualificação dos Trabalhadores em Funções Públicas (INA) em 2018 para refletir sobre as estratégias para desenvolver uma Administração Pública cada vez mais produtiva.